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    Dificuldades no horizonte

    Greve dos caminhoneiros deve piorar PIB brasileiro no segundo trimestre

    Paralisação é vista como obstáculo a mais na tentativa de retomada no país, frisam economistas

    30/05/2018 - 10h02 - Atualizada em: 30/05/2018 - 12h49

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    Por Redação NSC
    Greve dos motoristas começou no último dia 21
    Greve dos motoristas começou no último dia 21
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    A greve dos caminhoneiros deve piorar, no segundo trimestre, o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), que sofre para deixar no retrovisor os obstáculos da recessão. Entre janeiro e março, a economia brasileira teve leve avanço de 0,4%, puxado pela agropecuária. Confirmado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (30), o resultado do início do ano não contabiliza as perdas causadas em diversos segmentos pela paralisação dos motoristas.

    – O próximo PIB certamente será pior. Antes da greve, a economia já apresentava sinais de que andava a passos muito lentos – analisa o economista Adalmir Marquetti, professor da PUCRS. – Ainda é difícil calcular o tamanho do prejuízo em diferentes setores – emenda.

    Iniciada no último dia 21, a greve dos caminhoneiros provocou a paralisação de empresas, o desabastecimento de produtos e a perda de alimentos no campo. Segundo analistas, além da piora no PIB, o movimento dos motoristas deve elevar a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Hoje, o indicador está em patamar comportado. No acumulado de 12 meses encerrado em abril, ficou em 2,76%, abaixo do piso da inflação estabelecido pelo Banco Central (BC), de 3%.

    – É óbvio que a greve atrapalhará muito o PIB no segundo trimestre. Empresas paralisam operações, a agropecuária sofre com a morte de animais, o consumo e a confiança dos consumidores caem. Isso gera impacto inflacionário. Temos um governo moribundo, que não consegue agir, uma carcaça a ser devorada pelos abutres – critica o economista Marcelo Portugal, professor da UFRGS.

    Marquetti acrescenta que a queda na produção industrial também pode respingar no mercado de trabalho. Conforme o economista, as perdas tendem a diminuir a necessidade de novas contratações. No trimestre encerrado em abril, a população desocupada somava 13,4 milhões de pessoas no país, conforme o IBGE.

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