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Falência

Grupo que venceu leilão da Sulfabril desiste do negócio e bens arrematados terão novo dono

Fábrica, marca, máquinas e equipamentos da massa falida ficarão com investidores que deram o segundo maior lance

06/09/2015 - 18h12

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Por Redação NSC
Decisão não influencia na venda dos bens, consolidada no dia 1º deste mês
Decisão não influencia na venda dos bens, consolidada no dia 1º deste mês
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O caso envolvendo a venda dos bens da Sulfabril sofreu uma reviravolta. O empresário Flávio Ribeiro Ferreira, que representou o grupo de investidores que arrematou a fábrica, máquinas, equipamentos e a marca da empresa por R$ 34,6 milhões em leilão realizado no dia 1º deste mês, desistiu do negócio. A decisão foi comunicada na sexta-feira à juíza Quitéria Tamanini Vieira Peres, da 1ª Vara Cível de Blumenau.

A boa notícia é que a desistência desse grupo não anula o leilão e nem inviabiliza a venda dos bens. A Justiça já intimou e o licitante que ofereceu o segundo maior lance, de R$ 34,1 milhões, acenou positivamente para assumir a compra: trata-se do grupo NSA Invest, do qual faz parte a empresa blumenauense Açomat Ferramentas e Máquinas. De acordo com o leiloeiro Daniel Elias Garcia, a empresa tem interesse em reativar a fábrica da Sulfabril. Um cronograma de como isso será feito deve ser divulgado nos próximos dias.

Empresário terá que pagar multa

Conforme as regras do leilão, o pagamento pelos bens deveria ser feito em até três dias úteis depois da arrematação. Por causa do recuo, a juíza determinou que Ferreira pague multa de 10% sobre o valor do lance - o equivalente a cerca de R$ 3,4 milhões, que serão direcionados à massa falida. A punição estava prevista no edital em caso de desistência. A magistrada também pediu o bloqueio dos ativos financeiros e dos bens do empresário como garantia para o recebimento da multa. Ele pode recorrer.

De acordo com a juíza, o grupo de investidores não apresentou uma justificativa clara sobre a decisão. O leiloeiro Daniel Elias Garcia diz que a desistência em um leilão envolvendo altas cifras é incomum justamente por causa da possibilidade de multa de um valor significativo.

O pagamento dos outros lotes vendidos na última semana, que incluem terrenos e o prédio que abrigava a Associação Desportiva e Recreativa da empresa, em frente à fabrica na Rua Itajaí, já foi realizado. Eles foram arrematados por R$ 6,15 milhões.

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