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Crime

Guia espiritual suspeito de praticar abusos sexuais durante consultas se entrega à polícia em Biguaçu

Homem de 57 anos teve prisão preventiva decretada nesta terça (15). Ao menos nove mulheres já relataram abusos

16/10/2019 - 18h16 - Atualizada em: 16/10/2019 - 18h24

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Redação
Por Redação Hora
polícia
(Foto: )

O guia espiritual e pai de santo suspeito de praticar crimes de violência e importunação sexual na cidade de Biguaçu, na Grande Florianópolis, se entregou à polícia na noite desta terça-feira (15). Ao menos nove mulheres relataram ter sido vítimas de abusos enquanto participavam de tratamentos espirituais orientados por ele.

Segundo a delegada Marcela Sanae França Goto, que comanda as investigações, o homem, de 57 anos, procurou a Delegacia de Polícia de Biguaçu acompanhado de um advogado após ter tido a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Em depoimento, o suspeito negou que tenha cometido os crimes.

Ainda de acordo com Marcela, as primeiras denúncias foram feitas há um mês, quando seis mulheres procuraram a delegacia e fizeram relatos de abusos sexuais praticados pelo guia espiritual. Nesta terça, depois que o caso ganhou repercussão, outras três mulheres procuraram a polícia para relatar abusos.

— Elas narram que ele falava que iria fazer uma lavagem espiritual, uma limpeza espiritual, mas que ele acabava se aproveitando, passando as mãos nelas e acariciando. Teve um caso inclusive que aconteceu com o marido de uma delas dentro da sala com os olhos fechados — afirma a delegada.

Conforme Marcela, entre as vítimas estão mulheres entre 20 e 40 anos, além de uma adolescente. Todos os abusos relatos até o momento ocorreram na cidade de Biguaçu, nos locais onde o guia espiritual atende. Um deles funciona nos fundos da própria casa do suspeito.

“Número de vítimas deve aumentar”, acredita delegada

A delegada Marcela Sanae França Goto também afirmou que acredita que mais mulheres devam procurar a polícia para relatar abusos. Ela orienta que possíveis vítimas entrem em contato com a delegacia da cidade. Agora, a polícia tem mais 10 dias para concluir as investigações e enviar o inquérito policial à Justiça. Segundo Marcela, o crime investigado é de violação sexual mediante fraude.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito até esta publicação.

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