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História de Santa Paulina é destaque na série Pequenos Grandes Talentos, na NSC TV

Trajetória da religiosa será retratada no 11º episódio, que vai ao ar neste sábado (21), às 14h

19/09/2019 - 21h50 - Atualizada em: 20/09/2019 - 12h23

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Por Priscila Araújo
(Foto: )

Vinda de Trento, Norte da Itália, aos 10 anos, Amábile Lúcia Visintainer chegou ao Brasil acompanhada da família em 1875. Logo, ela, os pais e os dois irmãos se instalaram na cidade de Nova Trento, na Grande Florianópolis, onde outros trentinos já estavam morando. Foi em Santa Catarina que Santa Paulina desenvolveu a combinação de fé e trabalho. Por esse e outros motivos, ela é a 11ª personagem da série documental e dramaturga Pequenos Grandes Talentos, que vai ao ar neste sábado (21), às 14h, na NSC TV.

Como a mãe morreu dois anos depois da chegada ao Brasil, Amábile ajudou a criar os irmãos até que o pai se casasse novamente. Aprendeu a ler por meio da Bíblia. Aos 12 anos, fez a primeira comunhão. O pequeno vilarejo de Vigolo, em Nova Trento, crescia aos poucos.

O padre da região começou um trabalho pastoral no local. Não demorou muito para ele perceber o espírito comprometido e sábio de Amábile.

Foi então que confiou à adolescente os ensinamentos do catecismo às crianças, a ajuda aos doentes, e a limpeza da capelinha que era dedicada a São Jorge. Essas responsabilidades ajudaram a amadurecer a vocação religiosa na menina.

Há quem defenda que, por meio de sonho, a futura Santa Paulina tenha sido chamada por Nossa Senhora para se tornar serva de Deus.

– Eu creio que desde pequena ela tinha uma força e uma luz muito fortes dentro de si e acho que foi seu próprio coração que a influenciou a seguir esse caminho. Ela tinha certeza sobre seu caminho, desde muito nova. Mas o pai tinha muito orgulho dela, e reconhecia essa força nela – afirma a atriz Raquel Stüpp, que interpretou a personagem na fase adulta.

Durante anos, ela manteve amizade com Virginia Rosa Nicolodi. Foi com a ajuda dessa amiga que Amábile abriu a primeira casa de acolhimento e cura.

– Ela e Virginia se mudaram para uma cabana para cuidar de uma mulher que tinha câncer terminal e não tinha família. A preocupação e o amor com essa mulher me comoveram muito. E também a coragem de se manter firme no seu propósito, mesmo sofrendo com as pessoas da cidade achando um absurdo que duas mulheres estivessem morando sozinhas – conta Raquel.

No dia 7 de dezembro de 1895, a religiosa fez os seus votos para a igreja e passou a ser Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a Madre Paulina.

Ela sofria de diabetes e morreu em São Paulo, no dia 9 de julho de 1942. Em sua homenagem foi construído o Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento. Em 18 de outubro de 1991, foi beatificada em Florianópolis pelo então Papa João Paulo II.

Milagres realizados

No ano de 1966, Eluíza Rosa de Souza, moradora de Imbituba, no Sul de SC, sobreviveu a uma hemorragia interna. No peito dela, foi colocado um pedaço de roupa de Madre Paulina e, segundo as crenças católicas, ela foi curada.

Em 1992, nasceu no Acre, com um tumor da cabeça, Iza Bruna Vieira de Souza. Ela foi operada e aparentemente não tinha chance de sobreviver. Um retrato de Paulina foi colocado perto da menina. Vinte e quatro horas depois de ser batizada, a garota recupera a saúde.

Madre Paulina foi canonizada por Papa João Paulo II, no Vaticano, e passa a ser Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, em 19 de maio de 2002.

Pequenos Grandes Talentos

Sempre às 14h, na NSC TV

21/9: Santa Paulina

28/9: Resumo com os destaques da série

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