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Histórias revelam que o esporte paralímpico transforma vidas

Atletas da bocha paralímpica se destacam no Parajasc 2016

29/05/2016 - 16h30 - Atualizada em: 29/05/2016 - 16h51

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Por Redação NSC
Daniel Veras Silvestre e Naiara Gaulke são auxiliados pelas mães
Daniel Veras Silvestre e Naiara Gaulke são auxiliados pelas mães
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Entre as 14 modalidades incluídas nos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), que encerraram em São Miguel do Oeste no último domingo, uma das mais importantes é a bocha paralímpica. O motivo é especial, já que os 44 participantes cadeirantes possuem elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas.

Os atletas são classificados como CP1 (deficiência mais severa) ou CP2 e divididos em quatro classes. A BC1 inclui atletas com paralisia cerebral que podem competir com auxílio de ajudantes, a BC2 conta com atletas com paralisia cerebral que não podem receber assistência, na BC3 os atletas têm deficiências muito severas que usam algum instrumento auxiliar e ainda podem ser ajudados por outra pessoa, e a BC4, na qual os atletas com outras deficiências severas não recebem assistência.

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Mesmo com algumas limitações é nítida a felicidade dos participantes. O garoto joinvillense, Daniel Pereira, 15 anos, pertence a classe BC3 e participa do Parajasc com a ajuda da mãe, Ursula Heusy. Ele convive com uma lesão cerebral de nascença e conheceu a bocha paralímpica há dois anos, no Projeto Educacional Movimento Paralímpico Escolar, inserido dentro da Escola de Educação Básica Antônia Alpaídes, que ele frequenta.

Daniel Pereira coleciona mais de 10 medalhas de ouro na bocha paralímpica
Daniel Pereira coleciona mais de 10 medalhas de ouro na bocha paralímpica
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Daniel é o atual bicampeão brasileiro das Paralimpíadas Escolares, já acumula 10 medalhas de ouro. A mãe acredita que o esporte mudou a vida do filho:

-Ele é meu filho único. Percebo que agora tem uma postura melhor na cadeira de rodas e teve avanços na coordenação motora, isso devo ao esporte - agradece Ursula.

Esporte que salva vidas

Quem também agradece ao esporte pela melhora na qualidade de vida da filha Naiara Lídia Gaulke, 15 anos, de Blumenau, é Maike Gaulke, mãe e auxiliar da filha na classe BC3. Por conta da lesão cerebral de nascença, Naira não fala e tem o lado direito do corpo paralisado.

-Desde que minha filha começou a praticar a modalidade, há três anos, a vida dela deu um salto de qualidade. Antes de praticar esporte o pescoço dela caía para o lado, agora está ereto e tem uma melhor coordenação motora - comemora a mãe, que vê a filha se comunicar com ela e com o treinador Rodrigo José Philippi, pelo olhar e através de um caderninho que estampa códigos de jogadas que ela pode executar em uma partida.

Se o esporte transforma a vida de um atleta comum, imagine o impacto que causa na vida desses praticantes especiais. Daniel Veras Silvestre, 19 anos, é de Florianópolis e já viajou por diversas partes do país para jogar bocha paralímpica. Uma das mais importantes foi para São Paulo, em 2014, quando conquistou o título de campeão brasileiro BC3 nas Paralimpíadas Escolares.

A 12ª edição do Parajasc reuniu mais de 1,6 mil atletas, de 46 municípios catarinenses, com deficiência auditiva, física, visual e intelectual. O evento é uma promoção do Governo de Santa Catarina, por meio da Fesporte, em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste.


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