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    Homem é condenado à prisão por tentar matar policial militar em Jaraguá do Sul

    O caso ocorreu em 2019, quando ele foi abordado por estar dirigindo embriagado 

    20/05/2020 - 10h38 - Atualizada em: 20/05/2020 - 10h58

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra momento da prisão
    Ele foi preso dois dias depois do crime, em casa
    (Foto: )

    Um homem que foi acusado de tentativa de homicídio contra um policial militar em Jaraguá do Sul em setembro de 2019 foi condenado em julgamento na noite de terça-feira (19). O caso ocorreu depois que Hélio Juvêncio da Costa Júnior foi abordado por policiais quando estava dirigindo embriagado na noite de 14 de setembro do ano passado. Os policiais o flagraram fazendo manobras perigosas com o carro em via pública na rua Domingos Rodrigues da Nova, no Centro.

    Segundo a sentença, ele fez uma manobra conhecida como "cavalo-de-pau". Depois, desobedeceu as ordens de parada e fugiu da PM. Quando foi abordado, ele não se entregou e se recusou a passar por revista. Toda a ação foi registrada por uma câmera de celular de um vizinho. Hélio agrediu os policiais com palavrões e resistiu à prisão com chutes e socos.

    Após um policial cair no chão, ele chutou a cabeça do homem, causando lesões. É por este momento que ele foi acusado de tentativa de homicídio. Hélio foi preso na segunda-feira e aguardava o julgamento no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.

    Hélio foi condenado a nove anos, dois meses e 15 dias. A pena por homicídio qualificado tentado e de oito anos de reclusão. Ele também foi condenado por resistência (2 meses de detenção), desobediência (15 dias de detenção e dez dias-multa), desacato (seis meses de detenção) e embriaguez ao volante (seis meses, 10 dias-multa e dois meses de suspensão da habilitação).

    Relembre o caso

    Toda a ação foi registrada por uma câmera de celular. No vídeo é possível ver o passo a passo da ocorrência, logo após o motorista ter recebido voz de prisão. As imagens mostram o homem já no chão aparentemente alterado e tentando se desvencilhar dos policiais (com alguns chutes e empurrões) para não ser algemado. Cerca de um minuto depois, o homem consegue afastar os policiais e acerta o braço em um deles após nova tentativa de detê-lo.

    A negociação continua, sendo assistida por uma testemunha, e o homem por duas vezes parece que irá deixar o policial revistá-lo, virando parte do corpo contra a parede. Mas em ambas as vezes ele desiste, e segundos depois acerta o policial (apontado no relatório como sendo o soldado Benivene) com um soco no rosto. Imediatamente o PM que está junto na cena dá um tiro de bala de borracha na direção do homem, que desta vez chuta o policial que já estava caído no chão.

    O suspeito então trava uma nova luta corporal contra o policial que tentou contê-lo com a bala de borracha. Na sequência, o policial saca uma pistola e dá ordem para que o homem deite no asfalto. O suspeito cumpre o mandado e se rende.

    O motorista só foi algemado com a chegada de reforço policial. O policial ferido foi conduzido para o hospital e passou por uma série de exames. Segundo a polícia, ele apresentava sangramento no ouvido direito e estava com quadro de saúde estável.

    O condutor do veículo foi detido e levado para delegacia. A ocorrência foi registrada como lesão corporal gravíssima dolosa, desobediência, resistência e embriaguez ao volante, além de direção perigosa de veículo em via pública e desacato. Ele pagou fiança foi liberado.

    Prisão preventiva dois dias depois

    Dois dias depois, ele teve a prisão preventiva decretada por tentativa de homicídio qualificado. A decisão foi do juiz Crystian Krautchychyn após audiência de custódia. Segundo o coronel Araújo Gomes, que comandava a Polícia Militar de Santa Catarina e secretário de segurança do Estado na época, a solicitação de prisão preventiva foi por meio do Ministério Público de Jaraguá do Sul com base no procedimento da Polícia Civil. A ação levou em consideração as imagens da câmera de segurança corporal individual acoplada no uniforme do policial agredido.

    O caso mobilizou a cúpula da segurança pública em Santa Catarina. Na época, o coronel Araújo Gomes foi até Jaraguá do Sul para acompanhar os desdobramentos do caso de perto.

    Duas semanas depois, a defesa de Hélio Juvêncio Custódio Júnior pediu habeas corpus, mas teve o pedido negado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A defesa havia argumentado que o caso configurava crime de lesão corporal, o que impediria a decretação da prisão preventiva por violação à proporcionalidade, além de Hélio não possuir antecedentes criminais. No entanto, o relator do habeas corpus, o desembargador Sérgio Rizelo, destacou a existência de elementos informativos que apontavam o réu como autor da tentativa de homicídio.

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