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Caçada na Serra

Homem preso pode ser o líder da quadrilha que sequestrou gerentes em Lages

Ezoel de Pires, 42 anos, é catarinense, mas atuava no estado vizinho, estando foragido desde 2008

03/09/2013 - 16h19 - Atualizada em: 03/09/2013 - 16h40

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Por Redação NSC
Homem é apontado como líder da quadrilha
Homem é apontado como líder da quadrilha
(Foto: )

O homem preso na manhã desta terça-feira enquanto pedia ajuda em uma propriedade rural no interior do município de Correia Pinto, na Serra Catarinense, pode ser o líder da quadrilha que sequestrou três gerentes de uma agência do Banco do Brasil e seus familiares na noite do último domingo, em Lages.

Ezoel de Pires, 42 anos, é natural de Porto União, em Santa Catarina, mas atuava no Paraná - onde estava foragido desde 2008 por dezenas de roubos a bancos. Em 1999, ele chegou a ser apontado como chefe da quadrilha autora de 25 crimes desse tipo só no Paraná.

O suspeito é apontado também como o provável criminoso que trocou tiros com a polícia na manhã de segunda-feira na BR-282 e fugiu pela mata em São José do Cerrito. Por isso, será autuado em flagrante por tentativa de homicídio, formação de quadrilha, extorsão mediante sequestro e receptação, já que o carro que estaria dirigindo possui registro de furto no Paraná.

Ele nega qualquer envolvimento com o caso e, mais que isso, diz ter sido vítima de um crime semelhante. Mas a versão dele não convenceu os policiais, que o consideram perigoso e mentor do esquema que levou a uma operação de guerra e assustou os moradores da região.

Ao ser preso no Assentamento 25 de Março, o homem identificou-se como Marcelo Alexandre Dantas Pires, de 43 anos e morador de Curitiba. O fato de ele ser da capital paranaense aumentou a suspeita dos policiais, já que é grande a possibilidade de a quadrilha ser do Paraná. Além disso, o carro no qual estava o criminoso que trocou tiros com a PM tem placas de Fazenda Rio Grande, cidade da Grande Curitiba, onde foi roubado há poucos dias.

O preso contou aos policiais e à reportagem do Diário Catarinense que é caminhoneiro e estaria transportando uma carga de cigarros até Vacaria (RS), mas na passagem por Lages teria sido assaltado por volta das 22h de segunda-feira. Ele disse que foi rendido e abandonado na BR-282, em São José do Cerrito, de onde caminhou 31 quilômetros pelo interior em plena madrugada em busca de ajuda.

O comandante da PM em São José do Cerrito, sargento Alcione Donisete Mota, e o delegado da Polícia Civil responsável pelo caso, Raphael Bellinati, destacaram que a suspeita é grande sobre o detido justamente devido às características dele e do bandido caçado pela polícia: paranaense, estatura forte, pele branca e cabelos ruivos.

Antes de fazer contato com a polícia do Paraná, o delegado Bellinati já acreditava que o suspeito estava utilizando um nome falso, apesar de possuir documentos há alguns anos com a identificação alegada por ele.

- As vítimas e um comparsa falaram dele, cujo apelido é Polaco. Todos o descreveram como o mais autoritário, que dava as ordens. Provavelmente é ele quem tinha todas as informações e articulou e agilizou tudo. Ele é o suposto mandante e teria recrutado os comparsas, que se conheceram ocasionalmente, para praticar o crime em busca de muito dinheiro.

Nesta terça-feira, o delegado atualizou algumas informações sobre o sequestro. O número de criminosos envolvidos foi reduzido de 10 ou 15 para seis, que foi o número de bandidos avistados pelas vítimas. Três suspeitos estão presos.

Além de Pires, outros dois suspeitos também já estão presos - foram pegos na segunda-feira, em Fraiburgo. André Luiz Vicente Pinto, 31 anos, natural de Francisco Beltrão, no Paraná, e identificado como integrante de uma facção criminosa de São Paulo, e Valmor da Silva Alves, 38 anos, natural de Curitibanos e morador de Chapecó que tem antecedentes por furto e roubo em Santa Catarina. Os dois serão autuados em flagrante pelos mesmos crimes de Pires, com exceção da tentativa de homicídio.

Também nesta terça à tarde, em São José do Cerrito, a Polícia Civil de Lages encontrou mochilas com sete pistolas calibre .40, permitido só para policiais, 9mm, só das forças armadas, e .380, além de touca bala clava.

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