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    Homem que agrediu criança a pauladas é condenado em júri popular em Joinville

    O crime ocorreu em março de 2017, durante uma discussão com a mãe e o avô da menina

    28/09/2018 - 13h52 - Atualizada em: 28/09/2018 - 16h12

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    Por Redação NSC

    O homem acusado de agredir a pauladas uma criança de um ano e oito meses, a mãe e o avô dela foi condenado a 24 anos de regime fechado e a dez meses em regime aberto por tripla tentativa de homicídio em Joinville. Alexandre Sobzack, 47 anos, se apresentou à polícia no dia 28 de março, dez dias após o crime, e permanece preso desde então. O júri popular ocorreu nesta quinta-feira, 27 de setembro.

    A sentença, assinada pelo juiz Luis Felipe Canevere, do Tribunal da Vara do Júri, condenou Alexandre pela tentativa de matar a criança, a mãe dela de 23 anos, e o avô de 53 anos.

    A criança, que agora tem três anos, ficou 83 dias internada. Destes, 28 foram na UTI. Ela sofreu sequelas físicas e neurológicas por causa das agressões.

    Relembre o caso:

    A agressão ocorreu em 18 de março, quando Alexandre teve uma discussão com o avô e a mãe da menina no terreno do imóvel que ele alugava para a família. O desentendimento referia-se ao pagamento do aluguel da quitinete onde a mulher morava com a filha, da qual Alexandre era o proprietário. Durante a briga, ele teria ido até o carro e buscado um pedaço de madeira, que utilizou para golpear os dois.

    Como a mulher estava com a criança no colo, um dos golpes pegou a cabeça da menina, que ficou por quase 30 dias na UTI do Hospital Infantil de Joinville. A menina sofreu traumatismo craniano e chegou a perder massa encefálica com o golpe. À época a, ela foi transportada para o Hospital Infantil pelo helicóptero da Polícia Militar, já o avô foi levado para o Hospital Bethesda, em Pirabeiraba, e transferido para o Hospital São José no domingo, mas recebeu alta poucos dias depois.

    Em depoimento à polícia na época do crime, Alexandre afirmou que pegou um pedaço de madeira para se defender, após ser agredido pelo avô da criança. A casa dele chegou a ser invadida e vandalizada. A quitinete em que a família vivia teve portas arrancadas, janelas quebradas e móveis derrubados e estragados, assim como os vidros das janelas de outras quitinetes do local.

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