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Saúde 

Hospitais de referência, kits para exames: como SC atua na prevenção ao coronavírus 

Estado tem padrão de atendimento para casos suspeitos e divulgou cartilha com recomendações de proteção contra o vírus 

04/03/2020 - 05h35 - Atualizada em: 12/03/2020 - 12h53

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Jean
Por Jean Laurindo
Exames devem passar a ser feitos no Estado
Exames devem passar a ser feitos no Estado
(Foto: )

A semana começou com um crescimento no número de casos suspeitos de coronavírus em Santa Catarina. Os pacientes em investigação passaram de nove no fim da última semana para 43 segundo o relatório desta terça-feira (3) do Ministério da Saúde.

Mesmo sem nenhum caso confirmado da doença – os únicos dois pacientes que testaram positivo para o coronavírus no Brasil são moradores de São Paulo – o Estado se prepara para lidar com um possível avanço da doença no país.

Santa Catarina tem dois hospitais habilitados como referência para atender casos graves do coronavírus no Estado. O Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, é o local indicado para receber pacientes adultos, e o Hospital Infantil Joana de Gusmão, também na Capital, presta auxílio a crianças e jovens de até 15 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, esses locais foram escolhidos como medida preventiva pelos Estados por terem ampla capacidade de atendimento com profissionais especializados para situações de risco à saúde pública.

No entanto, apenas casos graves devem ser encaminhados aos hospitais de referência. Pacientes com sintomas leves podem ser acompanhados pela atenção básica e serem tratados com isolamento domiciliar – como ocorre com os dois casos confirmados em São Paulo.

Exames serão feitos em SC

A partir desta quarta-feira (4), o Laboratório Central de Santa Catarina (Lacen) e de outros 14 Estados começam a receber kits que permitem fazer o teste para diagnosticar o coronavírus. A expectativa é de que os exames possam ser feitos por aqui em até 20 dias. Mais detalhes serão divulgados pelo Estado em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira.

Até o momento, os exames específicos para identificar o novo vírus só podiam ser feitos em quatro laboratórios do país: Fiocruz, no Rio de Janeiro, Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, e Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, além do Lacen de Goiás, que foi equipado por causa da quarentena feita em Anápolis-GO no mês passado.

Padrão de atendimento para casos suspeitos

Pelo fluxograma da Secretaria de Estado da Saúde de SC, quando alguma unidade de saúde registrar paciente com sintomas como tosse, febre acima de 37,8 °C, dor de garganta, coriza, dispneia, dor de cabeça, fraqueza ou dor muscular, deve observar se o paciente tem histórico de viagem nos últimos 14 dias (período de incubação) a alguma região com transmissão do vírus – atualmente são 16 países, número que deve aumentar até esta quarta-feira – ou contato com caso suspeito.

Caso se enquadre nessa definição de caso suspeito, a unidade de saúde notifica a Vigilância Epidemiológica e adota os cuidados como uso de máscara cirúrgica no atendimento e isolamento em quarto individual. A partir desse momento também são coletadas amostras para exames que devem apontar se se trata de caso de infecção por coronavírus, outro vírus causador da gripe como o Influenza ou outro quadro de saúde.

Quando os sintomas são considerados leves, o paciente recebe orientações e é encaminhado para isolamento domiciliar.

No Brasil, há apenas dois casos confirmados — ambos moradores de São Paulo que estão com sintomas leves, em isolamento domiciliar.

No mundo inteiro, o novo coronavírus já infectou mais de 88 mil pessoas e causou 3 mil mortes. A taxa letalidade segue sendo considerada baixa, de 3,4%.

Cartilha traz orientações para população

A Secretaria de Estado da Saúde também divulgou uma cartilha com algumas dicas de prevenção para evitar uma possível proliferação do vírus. Confira abaixo algumas dicas do material:

– O vírus permanece por até 24 horas nos objetos. Portanto, a única forma de eliminar o vírus é limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;

– O vírus que provoca a doença é transmitido por gotículas. A saliva serve como meio de transporte. Portanto, a orientação é manter distância de pessoas doentes.

– Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço descartável. Na falta de um lenço, use o antebraço; nunca as mãos!

– A pessoa doente deve usar uma máscara apropriada para não infectar as pessoas saudáveis que estão ao redor.

– Caso apresente sinais e sintomas como febre, tosse, dor de garganta, coriza, dor de cabeça, falta de ar, fraqueza ou dor no corpo, é recomendado procurar o serviço de saúde mais próximo para avaliação.

– Outras recomendações para evitar esse tipo de infecção: lavar as mãos frequentemente com água e sabão e passar álcool em gel; manter distância e evitar tocar em pessoas doentes, evitar lugares aglomerados ou fechados, ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e nariz, utilizar lenço descartável para higiene nasal, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar deslocamentos enquanto a pessoa estiver doente.

– A infecção também pode ser por superfícies não limpas. Se tocar em algum objeto que possa estar contaminado, evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca, pegar bebês no colo ou encostar no rosto das pessoas. Entre os objetos que podem estar contaminados estão parte de fora da máscara, maçaneta, talheres, botões de elevador, caneta, dispositivos eletrônicos, corrimão, mouse, copos e lenços.

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