nsc

    CORTES NA EDUCAÇÃO

    IFSC tem 37% do orçamento bloqueado

    Com R$ 23,5 milhões a menos, postos de trabalho terceirizados foram fechados e novas turmas não devem ser abertas. Materiais de consumo para aulas práticas também não está sendo comprado

    03/09/2019 - 09h24 - Atualizada em: 03/09/2019 - 13h32

    Compartilhe

    Felipe
    Por Felipe Reis
    Instituição é responsável pela formação técnica e gratuita de profissionais em Santa Catarina
    Instituição é responsável pela formação técnica e gratuita de profissionais em Santa Catarina
    (Foto: )

    Os cortes promovidos pelo Ministério da Educação (MEC) em instituições de ensino de todo o país mexeram com o caixa do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Até agora, houve a redução de R$ 23,5 milhões, o que atinge a abertura de novas turmas, a manutenção de trabalhadores terceirizados e a aquisição de materiais para as aulas práticas a serem ministradas no ano de 2020.

    A reitora da instituição Maria Clara Schneider, afirmou que uma "cota de empenho" chegou a ser liberada no começo desta semana, mas não foi suficiente para atender a demanda.

    — Como já atingimos o limite do bloqueio, nem essa estratégia emergencial resolve. Já enviamos um comunicado dizendo que não vamos lançar edital de assistência estudantil, o que interfere diretamente nas bolsas dos alunos de baixa renda. Até o final do ano, elas estão ameaçadas.

    Com menos dinheiro, o IFSC cortou em atividades que "não comprometam as aulas diretamente", como a redução de postos de trabalhos ligados à segurança — que foi substituída por vigilância eletrônica — e na compra de materiais de consumo. Porém essa estratégia compromete as aulas práticas, que dependem desse dinheiro para não serem substituídas pelas teóricas.

    — Cursos como Construção Civil, Mecânica e outros exigem materiais que precisam ser comprados ainda em 2019 para serem usados em 2020. O impacto é sentido ao longo do tempo, já que precisamos concentrar mais em aulas teóricas em detrimento das práticas pela falta de materiais.

    Desconfiança sobre o Future-se

    Apesar das dificuldades financeiras, a reitora vê com cautela as alternativas oferecidas pelo próprio MEC - uma delas é o programa que facilita a assinatura de contratos entre Organizações Sociais (OS) e instituições de ensino técnico e superior do país. Isso viabilizaria o financiamento de projetos de pesquisa e extensão das universidades e dos IFs com recursos oriundos da iniciativa privada.

    — Nós estamos analisando com muito cuidado porque essas parcerias podem enfraquecer a autonomia e a gratuidade das instituições. O nosso princípio é sermos autônomos e prestadores de educação de qualidade e sem custo, e o programa pode comprometer isso.

    As vagas já existentes na instituição estão mantidas, mas novos cursos ou oportunidades para o ano letivo de 2020 podem não ser abertos para evitar o comprometimento de mais recursos.

    Ouça as informações:

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Educação

    Colunistas