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    Homicídios em Florianópolis

    IGP identifica dois dos quatro homens assassinados na comunidade do Siri

    Os peritos ainda não identificaram o homem morto na madrugada de sábado, nem a terceira vítima das mortes de domingo. Até o momento, nenhuma família esteve no Instituto Médico Legal (IML) para reclamar os corpos

    14/05/2018 - 14h25 - Atualizada em: 14/05/2018 - 14h33

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    Por Redação NSC

    O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Catarina identificou, nesta segunda-feira, dois dos quatro homens assassinados a tiros na comunidade do Siri, em Ingleses, no norte da Ilha, entre a madrugada do último sábado e a noite de domingo. Foram identificados Luiz Henrique Gavião, de 23 anos, natural de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e Vanderlei Dzioch, de 47 anos, nascido em Guarapuava, no Paraná. Os peritos ainda não identificaram o homem morto na madrugada de sábado, nem a terceira vítima das mortes de domingo. Até o momento, nenhuma família esteve no Instituto Médico Legal (IML) para reclamar os corpos.

    Os corpos de Gavião, Dzioch e do terceiro homem, ainda não identificado, mas com cabelo comprido, foram encontrados pela Polícia Militar (PM) na noite de domingo. Segundo um morador, dois deles estavam em uma casa e outro nas dunas das proximidades. De acordo com o morador, que não se identificou por medo de represálias, todos foram assassinados com tiros na cabeça.

    A disputa pelo espaço para venda de drogas entre duas facções, uma de Santa Catarina e outra de São Paulo, seria o motivo das recentes mortes. Depois de operações policiais no final de 2017, o número de crimes no Siri havia diminuído. Os homicídios deste final de semana voltam a ligar o alerta das polícias para a região.

    A reportagem entrou em contato com o delegado Ênio de Oliveira Mattos, titular da Delegacia de Homicídios da Capital e responsável pelas investigações, para saber se há pistas da motivação, se as mortes estão relacionadas e se alguém já foi preso pelos crimes, mas não o localizou em seu telefone celular.

    Capital chega a 68 mortes violentas em 2018

    Com mais esses quatro homicídios no fim de semana em Florianópolis, a cidade soma agora 68 mortes violentas em 2018, contra 87 registros da mesma natureza no mesmo período em 2017, ano recorde na violência pública da Capital catarinense. O quesito morte violentas engloba homicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e mortes em confronto com a polícia.

    Este ano foram 53 homicídios em Florianópolis, contra 76 do mesmo período ano passado, uma redução de 30,3%, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em 2018, já foi registrado um latrocínio contra dois no mesmo período em 2017, redução de 50%. Já as lesões corporais seguidas de morte não tiveram nenhum registro este ano, contra quatro ocorrências até 14 de maio de 2017. O índice letal que aumentou de 2017 para 2018 foram as mortes em confronto com a polícia, com 14 registros este ano, contra cinco nos primeiros meses de 2017, um aumento de 180%. Os números são da SSP.

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