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Iluminação noturna na Praia Brava, em Itajaí, pode prejudicar corujas e motiva alerta de especialistas

Luzes afetam rotina noturna das aves e podem gerar migração de outros animais para terrenos e casas

24/05/2021 - 10h35

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Corujas na Praia Brava, em Itajaí
Corujas na Praia Brava, em Itajaí
(Foto: )

Mais segurança para os humanos, mas prejudicial para animais noturnos, como as corujas. A nova iluminação na Praia Brava, em Itajaí, gerou um alerta de ambientalistas preocupados com a sobrevivência dessas aves, que dependem da escuridão para se alimentar e movimentar.

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As lâmpadas de LED foram instaladas neste mês para que moradores e turistas possam aproveitar a orla durante a noite com mais segurança. No entanto, alertam especialistas, quem sofre com a novidade são os que vivem na restinga, a vegetação próxima ao mar.

— A coruja, por ser uma ave de rapina, tende a alçar voo e atacar de maneira que surpreenda a caça. A iluminação prejudica justamente nisso, na alimentação, porque ela sente dificuldade na caça — explicou Marcos Pereira, facilitador do Greenpeace em Itajaí, à NSC TV.

As corujas têm hábitos noturnos e por isso, diferente das pessoas, precisam da escuridão para enxergar melhor. Com luzes artificiais até depois do pôr do sol, é como se a noite nunca chegasse para elas. Além das aves, sem a escuridão, animais como escorpiões e ratos podem procurar novos abrigos em terrenos e casas da região.

A prefeitura garantiu que não há comprovação científica sobre o impacto desse tipo de luz nos animais, mas está monitorando a área através do Instituto Itajaí Sustentável para fazer uma pesquisa e chegar a alguma conclusão. O município ressaltou que a iluminação é desligada às 23h, o que permite um tempo de escuridão para os animais.

Iluminação na Praia Brava
Iluminação na Praia Brava
(Foto: )

Corujas em Navegantes

Em Navegantes, o problema é a ignorância. Há cerca de dois meses, um homem que passava pela orla arremessou um chinelo contra uma das corujas e a matou. Acostumados com a presença de banhistas e passantes, os animais são surpreendidos pela maldade humana.

Por isso, a prefeitura trabalha na elaboração de placas que indicarão os buracos na areia que servem de ninhos para a espécie, como forma de conscientização. Matar a chamada coruja-buraqueira (ou qualquer outro animal selvagem) é crime ambiental, com pena de seis meses a um ano de detenção e multa.

*Com informações de Patrícia Silveira, NSC TV.

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