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Religião

Imagem de Nossa Senhora das Dores retorna para comunidade de Garopaba em agosto

Estátua produzida no século 19 foi restaurada pela Fundação Catarinense de Cultura

23/07/2019 - 21h23 - Atualizada em: 23/07/2019 - 21h57

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Redação
Por Redação DC
Imagem foi adquirida pela paróquia no ano de 1976, segundo livro
Imagem foi adquirida pela paróquia no ano de 1976, segundo livro
(Foto: )

A comunidade que frequenta a Igreja de São Joaquim, em Garopaba, no litoral de Santa Catarina, poderá rever a estátua que retrata Nossa Senhora das Dores a partir do dia 8 de agosto. A imagem, produzida no século 19, foi restaurada pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e será devolvida ao templo. Uma missa está programada para receber a obra sacra.

A peça foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1998 e é considerada como patrimônio móvel. O trabalho de restauração durou seis anos.

A renovação da estátua foi realizada pelo Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor), em Florianópolis. A imagem chegou aos técnicos em 2013. Na ocasião, ela estava bastante degradada e apresentava manchas, sujeira e desprendimento da tinta.

A restauração contou até com um exame de raio-x. Durante o trabalho, os técnicos fixaram os pontos de tinta que estavam se soltando e fizeram repinturas nos locais onde já não era possível recuperar as cores originais.

A parte mais demorada, no entanto, foi o resplendor de prata, que ornamenta a santa. Enquanto a parte da pintura terminou em 2018, foi só neste ano que os técnicos conseguiram terminar esse pedaço da imagem que estava quebrado.

Origem da peça

De acordo com a FCC, a estátua foi produzida por um santeiro baiano. No livro São Joaquim de Garopaba: Recordações da freguesia - 1830-1980, o autor José Artulino Besen diz que a imagem foi comprada pela igreja em 1876.

Resquícios de uma etiqueta da loja A Minerva, do Rio de Janeiro, apontam que ela pode ter sido adquirida em terras fluminenses, antes de chegar a Santa Catarina. A empresa vendia artigos para igrejas e outras peças, no fim do século 19.

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