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    Imagens que mostram a ação da PM de Pomerode repercutem nas redes sociais

    Vídeo com abordagem da PM publicado na segunda-feira já soma mais de 330 mil visualizações

    24/01/2017 - 12h00 - Atualizada em: 24/01/2017 - 12h35

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    O vídeo de uma ação policial da PM de Pomerode ganhou repercussão nas redes sociais. A publicação do conteúdo no Facebook feita na segunda-feira e considerada abusiva por internautas e moradores do Vale do Itajaí já soma mais de 3,6 mil compartilhamentos e 5 mil comentários no início da tarde desta terça-feira.

    Nas imagens com 2 minutos e 40 segundos, policiais abordam um homem que está com uma criança no colo. Eles ordenam que ele solte a criança e se entregue, mas o homem desobedece. Durante alguns minutos os policiais e o homem discutem. É possível escutar uma criança chorando ao fundo da imagem. Quando o homem finalmente senta na calçada, ele é atingido por um disparo de arma de choque. A criança é retirada do colo do homem e a imagem é interrompida.

    A autora da postagem na rede social questiona a conduta da PM de Pomerode ao escrever:

    "Olhem a conduta da PM em Pomerode-SC, percebam como é tratado o cidadão honesto, trabalhador e pai de família. Ao ir levar o filho à casa da ex- mulher, o rapaz é abordado por policiais, quando este saía da casa. Recebeu ordem de prisão por embriaguez, sendo que o carro estava estacionado e nem ao menos estava dirigindo. Ao se recusar a fazer o procedimento do bafômetro, os policiais dão choque nele com o filho no colo (...)".

    No Facebook da Polícia Militar de Pomerode (clique aqui), a corporação publicou a versão dos policiais sobre a abordagem:

    No texto da corporação, a PM ressalta que o "vídeo mostra apenas parte de toda a ação (...). Observa-se que os policiais foram pacientes, claros e legítimos em suas determinações, inclusive quanto à ordem para soltar a criança. Houve desobediência e resistência por parte do autor (em vários momentos da ocorrência), que infelizmente se utilizava de uma criança (seu próprio filho) como escudo para não acatar as determinações dos policiais e para se livrar das responsabilidades dos atos que até então cometeu."

    Na parte final do texto publicado com o vídeo, a autora da publicação escreve:

    "Estes policiais devem ser responsabilizados por atitudes covardes como essas. Além disso, ameaçaram a pessoa que gravou o vídeo, e tomaram o celular da mão dele, só que esta ainda teve tempo de enviar o vídeo. Estou divulgando para que todos saibam o que aconteceu."

    Caso será investigado

    Procurado pelo Santa, o comandante da Polícia Militar de Pomerode, tenente Cristofer Tiemann, disse que antes de emitir qualquer julgamento ou opinião definitiva sobre o caso deixa claro que o fato será apurado por um procedimento investigativo interno. Pelo que ele viu no vídeo - que mostra parte da ocorrência -, o oficial afirma ser uma ação legal e legítima por parte dos policiais:

    - Nós percebemos que os policiais foram pacientes, deram ordem para que ele largasse a criança, que se entregasse para que fosse preso, por diversas vezes, mas ele continuou desobedecendo. Nós seguimos algo que se chama pirâmide de escalonamento da força, é uma doutrina que se segue justamente para disciplinar o emprego da força dentro da atividade policial. Começa com a verbalização, o policial dá ordem, determina, e a partir daí não sendo acatado vem o segundo degrau do escalonamento da força que é o contato físico, pra fazer com que a lei seja cumprida, e depois sobe-se mais um degrau e se usa meios não-letais - que foi usado na ocorrência - esclarece.

    Confira o vídeo:

    Criança não levou choque

    Outro ponto que chamou a atenção das pessoas que comentaram no vídeo foi o fato do homem ter sido atingido pela arma de choque enquanto a criança estava em seu colo. Tiemann ressalta que a criança não recebeu a energia elétrica, pois a "arma de choque foi colocada direto no corpo do homem e o equipamento tem apenas efeito local".

    Inicialmente o homem teria se recusado a fazer o bafômetro, e um auto de constatação foi emitido pelos militares, mas ao chegar à Delegacia de Polícia Civil ele resolveu fazer o teste. O teste apontou quantidade de álcool insuficiente para que ele respondesse criminalmente por embriaguez ao volante. Segundo Tiemann, mesmo assim o homem foi autuado pela infração administrativa de embriaguez ao volante, pois apontava sinais de embriaguez constatados pelos policiais, e preso por desobediência e resistência e invasão de residência, e condutas de dano.

    Comandante lamenta viralização de vídeo

    - É lamentável ver pessoas, sem qualquer conhecimento de causa, sem qualquer conhecimento técnico, que compram a ideia e acabam denegrindo a imagem de trabalhadores, nos caso os policiais, e uma instituição com inverdades. Nós somos uma instituição técnica e legalista. Tudo tem que ser apurado, até para responsabilizar, se for o caso, quem errou - conclui Tiemann, ao enfatizar que as pessoas precisam ser responsabilizadas pelo o que escrevem na internet.

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