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Florescimento

Início da primavera é marcado pelo alinhamento do sol com o Observatório Arqueoastronômico da Galheta

Um conjunto de pedras está posicionado de tal maneira que há um alinhamento com o nascer do sol

20/09/2018 - 12h02

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Por Redação NSC
Antropólogo Adnir Ramos aponta para o local do surgimento do sol no equinócio de primavera
Antropólogo Adnir Ramos aponta para o local do surgimento do sol no equinócio de primavera
(Foto: )

É tempo de florescimento no hemisfério Sul do planeta. Neste sábado, 22, entramos oficialmente na primavera, estação do ano em que os mares vão se aquecendo aos poucos e as plantas, flores e árvores desabrocham e frutificam . É também nesta data, conhecida como equinócio de primavera, que o dia e a noite têm a mesma duração: 12 horas. Daqui até o verão, progressivamente, os dias terão maior duração que a noite.

Em Florianópolis, há um lugar especial para sentir as novas energias trazidas pela primavera. No Observatório Arqueoastronômico da Galheta, no Leste da Ilha de Santa Catarina, um conjunto de pedras está posicionado de tal maneira que há um alinhamento com o nascer do sol no dia exato do equinócio. Neste sábado, será possível observar o fenômeno por volta das 6h.

Ficou curioso? Confira o vídeo que conta um pouco dessa história:

Teorias controversas

Milhares de anos antes da chegada do bandeirante paulista Francisco Dias Velho, em 1673, quando se deu início ao povoamento moderno da Ilha de Santa Catarina, o Homem do Sambaqui habitava este pedacinho de terra perdido no mar e procurava entender-se como parte da natureza e do universo.

Uma das hipóteses para a construção do Observatório Arqueoastronômico, que tem entre 8 mil e 13 mil anos de idade, é de que o Homem do Sambaqui tenha feito para marcar as estações do ano. Entretanto, ninguém sabe ao certo quem realmente posicionou ali aquelas pedras de dezenas de toneladas.

O antropólogo Adnir Antonio Ramos, um dos maiores estudiosos e mantenedores do Observatório Arqueostronômico da Galheta, destaca, além do Homem do Sambaqui, outras três hipóteses sobre os criadores dos observatórios arqueoastronômicos:

1. "A existência de uma antiga civilização superinteligente, como os Atlantis, mas que em determinado momento perderam o controle sobre as forças da natureza e se autodestruíram. Isso é semelhante ao que está acontecendo com a nossa civilização."

2. "A possibilidade de seres de outros planetas terem vindo com equipamentos superavançados e terem colonizado a Terra, deixando esses calendários no mundo inteiro."

3. "Essa é um pouco mais difícil, mas não impossível, e até foi muito discutida pelo Stephen Hawkings (físico teórico e cosmólogo britânico, falecido no dia 14 de março deste ano). Nós mesmos, no futuro, conseguiremos dominar a linha do tempo e se deslocar para o passado e fazer o que quiser em qualquer lugar".

Localização e visita ao observatório

Quem ficou curioso e quer ver do Observatório Arqueoastronômico da Galheta o primeiro nascer do sol na Primavera, aqui vai a dica. Para chegar até lá pode-se ir pela trilha pública que começa no final da Fortaleza da Barra ou pela trilha do Instituto Multidisciplinar de Meio Ambiente e Arqueoastronomia (Imma), no começo da Fortaleza da Barra.

No Imma, além da trilha, há um museu com uma coleção de arte rupestre com a reprodução de quase todos os painéis que existem na Ilha de Santa Catarina, além de artefatos cotidianos do Homem do Sambaqui, como pontas de machado e relógios solares. 

Se marcar com antecedência, é possível combinar uma visita guiada com o antropólogo Adnir Ramos. Ali, a entrada custa R$ 10. Mais informações pelos telefones: (48) 99607-2201 e (48) 99621-8298.

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