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Ademar Paes Junior

Inteligência artificial ultrapassa noções de limites na saúde 

06/05/2019 - 10h09 - Atualizada em: 21/05/2019 - 10h39

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Por Tech SC
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Ademar Paes Junior
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Se você acha que a tecnologia é cada vez mais importante para a humanidade, imagine o que ela representa para a saúde. Os avanços tecnológicos têm salvado um número cada vez maior de vidas, seja no diagnóstico, no tratamento ou na prevenção. Eles são responsáveis pelo descobrimento de novos medicamentos, equipamentos cada vez mais sofisticados, capazes de armazenar, organizar e interpretar dados, auxiliando a decidir quais caminhos tomar, de forma ágil, racional e de acordo com a maior quantidade possível de variáveis.

Por isso, a inteligência artificial cresce de maneira inimaginável na área da medicina. Veja a plataforma IBM Watson, por exemplo, que integra cerca de 27 mil novos documentos por dia, e é “ensinada” a ler e entender mais de 2,5 milhões de artigos científicos produzidos por ano. Embora ainda existam inúmeras limitações, no diagnóstico de câncer de pulmão, Watson já registra um notável acerto de 90% dos casos.

Também pelas “mãos” da inteligência artificial vem sendo realizado o mapeamento e a edição de genoma, assim como são criados medicamentos personalizados, de acordo com o código genético da pessoa. Pela nanotecnologia são manipulados átomos, moléculas e vírus. Robôs e sensores do tamanho de um óvulo humano já começam a navegar pelo corpo humano, monitorando sinais in loco, levando medicamento, removendo toxinas e bactérias. Sem esquecer tudo o que vem por aí em termos de terapias senolíticas (moléculas criadas para destruir exclusivamente as células senescentes) e terapias de programação genética, que podem destruir células baseando-se em sua bioquímica interna.

Em termos de Data Driven Healthcare , IoT (Internet of Things), sensores e dispositivos vestíveis também as noções de limites são cada vez mais ultrapassadas. Sensores e algoritmos conectados ao smartphone já podem detectar pelos menos 34 informações de saúde. Entre eles está o Algoritmo WAVE, que já analisa dados como o ritmo cardíaco, respiratório, pressão sanguínea, temperatura corporal e saturação de oxigênio. Com esse monitoramento, o WAVE classifica as pessoas em escalas de necessidades e envia uma mensagem para o médico investigar, especialmente em caso de sinais de um ataque cardíaco iminente ou falha respiratória.

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Com esse cenário real, é evidente que muito ainda está por vir e é aguardado com imensa expectativa, tanto por médicos como pelos pacientes. Destaca-se, entre outros avanços, o desenvolvimento de pele e órgãos em laboratório, produzidos em impressoras 3D, assim como a recuperação de visão e tratamento do mal de Parkinson, através de células tronco.

O uso da tecnologia transforma a medicina tradicional baseada em médias populacionais na medicina de precisão, onde temos o cenário mais previsível, previnível, personalizado e participativo. Para os médicos e os profissionais da saúde, fica a insubstituível missão do relacionamento humano, principal responsável pelo engajamento e adesão ao tratamento, sem os quais, bons resultados não seriam possíveis.

*Ademar José de Oliveira Paes Junior é médico radiologista e Presidente da Associação Catarinense de Medicina (ACM).

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