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    MENSAGENS VAZADAS

    Intercept corrige informações em reportagem sobre supostas críticas de procuradores a Moro

    Após críticas à incorreção de datas e informações sobre membros da Lava-Jato, site publicou errata e explicou apuração, argumentando que erros de edição não envolviam o teor dos diálogos

    30/06/2019 - 14h53 - Atualizada em: 30/06/2019 - 16h34

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    Por GaúchaZH

    A mais recente reportagem do The Intercept Brasil baseada no vazamento de diálogos atribuídos a procuradores da Lava-Jato, que apontava que membros da força-tarefa criticaram entre si o então juiz Sergio Moro por sua decisão de aderir ao governo Bolsonaro, sofreu contestações por erros na edição. No sábado (29), horas depois da publicação feita com base nas mensagens que teriam sido travadas entre membros da força-tarefa, o site corrigiu algumas informações.

    Uma das reparações diz respeito à data de uma mensagem atribuída à procuradora Monique Cheker dizendo que "Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados". Na versão inicial da reportagem, constava que Cheker havia escrito isso no dia 1º de novembro de 2019 — o site corrigiu a data para 1º de novembro de 2018, indicando que a procuradora digitou a mensagem horas antes de o juiz aceitar o cargo de ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Segundo o Jornal Nacional, também houve erro de data envolvendo o procurador Alan Mansur. Em um primeiro momento, o site também publicou que Mansur havia criticado a esposa de Moro em 28 de outubro de 2019, e depois corrigiu para 2018.

    O site também errou a alocação de Cheker, dizendo, inicialmente, que ela atuava no Ministério Público Federal de Barueri e Osasco, em São Paulo. Depois, corrigiu informando que a procuradora está ligada ao Ministério Público Federal de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

    Outra confusão diz respeito a uma prévia da reportagem divulgada por Glenn Greenwald no Twitter. Pouco antes de a reportagem ir ao site, o editor do Intercept indicou que a mensagem de Cheker havia sido enviada ao procurador Ângelo Goulart Villela. Nessa época, no entanto, o profissional já havia sido afastado do cargo por suspeita de corrupção, o que ocorreu em 2017. No site, o nome foi corrigido indicando que, na verdade, teria sido o procurador Ângelo Augusto Costa que trocou as mensagens com Cheker.

    Após ser questionado no Twitter, Greenwald se justificou: "Foi um erro de edição apanhado pela checagem de fatos antes da publicação", escreveu.

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    Diante da mudança, a procuradora Monique Cheker, em nota, afirmou não reconhecer "os registros remetidos pelo The Intercept" com menção a sua pessoa, mas disse que pode "assegurar que (a reportagem) possui dados errados e alterações de conteúdo". A insinuação de que houve manipulação do teor dos diálogos foi acompanhada por manifestações de Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, e de Sergio Moro. No Twitter, Moro afirmou que a troca de nomes "só reforça que as mensagens não são autênticas e que são passíveis de adulteração".

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    Em resposta, o site postou nas redes sociais uma longa série de tuítes em que conta detalhes de como havia foi feita a apuração para identificar as autoridades presentes no diálogo. Segundo o Intercept Brasil, os conteúdos dos diálogos jamais são editados pela equipe do site, mas, "eventualmente", é necessário "investigar o sobrenome correto dos interlocutores e acrescentá-lo", uma vez que "os nomes dos destinatários aparecem no arquivo como estão originalmente nos chats e, muitas vezes, estão sem sobrenome". "Quando erramos, assumimos o erro. Dissemos inicialmente que @MoniqueCheker trabalha atualmente em São Paulo, mas erramos: ela trabalha no Rio de Janeiro. A correção deste erro (uma informação que não está nos chats e não é crucial para a reportagem) está indicada no texto", finaliza o site.

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