A Polícia Civil divulgou nota na tarde desta quinta-feira (3) afirmando que o crime bárbaro denunciado nesta semana por uma mulher em Salete, no Alto Vale do Itajaí, não ocorreu. Ela ligou para o 190 dizendo ter sido agredida e enforcada pelo ex-marido e depois jogada no mato. O homem apontado como responsável pelo ataque chegou a ser levado à delegacia, mas foi solto. Desde então o caso passou a gerar dúvidas sobre o motivo da liberação do suspeito.

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Conforme a nota assinada pelo delegado André Portella, a mulher deixou a delegacia antes de o boletim de ocorrência ser finalizado e, após ouvir o relato do policial militar e do suspeito — detido enquanto trabalhava como pintor —, ele decidiu por não fazer a prisão em flagrante por “ausência de situação flagrancial e de indícios mínimos de autoria ou materialidade delitiva”.

Um inquérito foi aberto e a mulher compareceu à delegacia para depoimento. Outras testemunhas também prestaram esclarecimentos e os agentes fizeram algumas diligências na tentativa de fazer a reconstrução do que aconteceu efetivamente. Embora o teor das oitivas não tenha sido revelado, o delegado disse que as investigações apontam um cenário diferente do relato à PM:

— Verificou-se que o suspeito estava trabalhando em uma obra no momento em que, segundo a vítima, teria praticado as atrocidades. Também foi constatado que a mulher realizou diversas filmagens no período vespertino prometendo cometer suicídio com uma corda, claramente embriagada ou sob influência de drogas, filmagens estas posteriores ao suposto enforcamento o qual teria sofrido.

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Ao fim da nota, Portella frisou:

— Diante das investigações produzidas, verificou-se que os fatos investigados não existiram.

O delegado não informou se o homem apontado pela mulher tinha alguma relação com a denunciante e nem se ela será indiciada por falso testemunho. O investigador frisou apenas que a Polícia Civil trata com prioridade casos envolvendo violência doméstica e ressaltou a importância de que as vítimas noticiem as violências sofridas para a punição dos autores.

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