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Investigação sobre voo 447 pode se estender por mais dois anos, diz representante do SNA

Localização das caixas-pretas é importante, mas não garante solução imediata, defende comandante Carlos Camacho

03/05/2011 - 13h06 - Atualizada em: 24/07/2019 - 15h11

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Por Redação NSC
Segunda caixa-preta foi encontrada por robô-submarino na madrugada desta terça-feira
Segunda caixa-preta foi encontrada por robô-submarino na madrugada desta terça-feira
(Foto: )

A localização das duas caixas-pretas do Airbus A330 da Air France que caiu no mar no dia 31 de maio de 2009, quando voava do Rio de Janeiro a Paris, aproxima os investigadores da real causa do acidente e aumenta as esperanças dos familiares das 228 vítimas de resolverem a questão, dois anos depois da tragédia. O fim da angústia, no entanto, ainda não está próximo, na visão do comandante Carlos Camacho, diretor de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Segundo ele, a investigação pode levar mais dois anos, no mínimo, até ser encerrada.

- A localização das caixas-pretas tem peso fundamental na investigação, mas é como se agora voltássemos à estaca zero - afirma Camacho.

>> Veja como são realizadas as buscas

O Bureau de Pesquisas e Análises (BEA), órgão francês responsável pela investigação, informou que a missão de buscas aos destroços da aeronave localizou no domingo o módulo de memória da primeira caixa-preta - Flight Data Recorder (FDR) -, que contém os parâmetros de voo.

A segunda caixa-preta, que contém os registros fônicos, ou seja, a conversa dos pilotos, dentro da cabine - Cockpit Voice Recorder (CVR) - foi encontrada na madrugada desta terça-feira.

O diretor do BEA, Jean-Paul Troade, informou que a segunda caixa-preta está inteira e em "bom estado". O módulo de memória está preso ao chassi, diferentemente da primeira encontrada. No entanto, só será possível saber se o cartão de memória, situado na parte interna da caixa-preta e que contém os dados de voz, sofreu corrosão quando for aberta.

As duas caixas estão agora em um contêiner com água para impedir sua deterioração. Elas ficarão submersas até chegar à sede do BEA, em Bourget, na região de Paris - o que deve ocorrer dentro de 10 dias.

O comandante Carlos Camacho destaca que, a partir de agora, além da degravação das conversas dos pilotos e da leitura dos dados técnicos do voo, será preciso considerar uma série de fatores para esclarecer o que de fato causou o acidente.

- Sem dúvida, a integridade dos dados será facilitadora da investigação, que presumo que dure mais dois anos, no mínimo - diz Camacho.

Entre as peças do quebra-cabeças a serem analisadas estão os destroços do Airbus que ainda se encontram submersos, a cerca de 4 mil metros de profundidade.

Segundo o BEA, os investigadores a bordo do navio Ile de Sein - que trabalha nas buscas - já identificaram todas as peças do avião que deverão ser resgatadas por serem úteis às investigações, como os motores e as asas da aeronave. Essas operações de resgate devem começar "muito em breve", afirmou o diretor do órgão investigador.

Em gráfico, relembre como foi acidente:

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