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Dia Memorial

Israel lembra judeus mortos no Holocausto nazista com dois minutos de silêncio

Eventos oficiais começaram na noite de quarta com uma cerimônia formal no Museu do Holocausto

19/04/2012 - 11h04 - Atualizada em: 19/04/2012 - 11h17

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Por Redação NSC
Filha de um sobrevivente do Holocausto que morreu há três meses segura sua jaqueta durante cerimônia em Jerusalém
Filha de um sobrevivente do Holocausto que morreu há três meses segura sua jaqueta durante cerimônia em Jerusalém
(Foto: )

Milhares de israelenses permaneceram em silêncio nesta quinta-feira e todo o tráfego rodoviário parou, enquanto sirenes soavam por dois minutos para lembrar os seis milhões de judeus que foram mortos durante o Holocausto nazista.

O ritual anual, realizado às 10h locais (5h de Brasília), é uma parte central do Dia Memorial do Holocausto, que começou na quarta-feira ao pôr do sol.

Eventos oficiais começaram na noite de quarta com uma cerimônia formal no Museu do Holocausto Yad Vashem, com a participação de autoridades israelenses, e continuaram durante todo o dia em vários locais do país.

Durante o dia, uma sessão especial do Parlamento será dedicada a lembrar os mortos, e redes de televisão e estações de rádio farão uma grande cobertura dos eventos relacionados ao Holocausto, com a transmissão de filmes, documentários e debates, muitos incluindo o testemunho de sobreviventes.

Neste ano, pela primeira vez, uma delegação cigana participa das cerimônias em Israel, com representantes de Polônia, República Tcheca, Alemanha, Holanda e Eslováquia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista exterminou cerca de metade de todas as populações ciganas nos países ocupados.

Em seu discurso na cerimônia na noite de quarta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou o mundo para a nova ameaça existencial voltada contra o povo judeu, representada por um Irã nuclear.

- As pessoas que se recusam a ver a ameaça iraniana não aprenderam nada com a Shoah (Holocausto). Elas têm medo de falar a verdade, que é hoje, como foi no passado, a existência de pessoas que querem aniquilar milhões de judeus - disse.

- A verdade é que um Irã com armas nucleares é uma ameaça existencial para o Estado de Israel - disse, exigindo que Teerã seja "parado".

Mas a comparação de Netanyahu provocou uma forte reprovação do sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel em uma entrevista concedida ao site de notícias Globes.

- O Irã é um perigo, mas afirmar que está criando um segundo Auschwitz? Eu não comparo nada com o Holocausto - disse o premiado com o Nobel da Paz.

Wiesel disse que é "inaceitável" comparar o genocídio nazista com qualquer outra situação ou conflito.

- Eu não gosto disso. É inaceitável e impossível fazer comparações com o Holocausto - disse.

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