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    Israel suspende restrição de idade no acesso à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém

    23/10/2015 - 06h50 - Atualizada em: 18/11/2015 - 02h37

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    Por Redação NSC

    Israel suspendeu as restrições de idade para o acesso à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental nesta sexta-feira, dia da oração semanal muçulmana, em uma tentativa de diminuir as tensões entre israelenses e palestinos.

    A decisão, que permite a todos os fiéis muçulmanos acompanhar a oração de sexta-feira na mesquita de Al-Aqsa pela primeira vez em várias semanas, foi tomada em um momento de intensa pressão internacional para desativar uma crise que provoca o temor de uma nova intifada.

    Israel havia proibido em meados de setembro o acesso à Esplanada das Mesquitas - terceiro lugar sagrado do Islã - aos muçulmanos de menos de 50 anos para reduzir o risco de atos violentos.

    Os palestinos receberam mal estas limitações, consideradas um novo abuso israelense em um local que para eles é ao mesmo tempo símbolo nacional e religioso.

    A suspensão das restrições parece integrar as propostas construtivas citadas pelo secretário de Estado americano, John Kerry, após seu encontro na quinta-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Berlim.

    Ao mesmo tempo, os partidos políticos palestinos convocaram um "dia de ira" com um apelo de protestos depois das orações em Gaza e na Cisjordânia.

    O Hamas, o movimento islamita que governa a Faixa de Gaza, convocou em um comunicado "mais protestos e mais confrontos com soldados na Cisjordânia".

    A Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental é uma das principais fontes de tensões entre israelenses e palestinos, já que além de ser o terceiro lugar mais sagrado do Islã é o local mais sagrado do judaísmo, que chama de Monte do Templo.

    Está localizada em Jerusalém Oriental, parte de Jerusalém anexada e ocupada por Israel. É administrada por uma fundação islâmica sob a coordenação da Jordânia. Mas Israel controla o acesso.

    O lugar tem regras não escritas (o "status quo"). Os judeus podem ter acesso em determinados horários, mas não podem rezar no local, enquanto os muçulmanos podem entrar e rezar a qualquer hora, embora sejam submetidos regularmente a restrições de idade, ou de outros tipos, impostas por Israel.

    Outro soldado esfaqueado

    A violência não dá trégua e, na manhã desta sexta-feira, as forças israelenses dispararam contra um agressor palestino que havia atacado com uma faca e ferido levemente um soldado na Cisjordânia.

    "Um criminoso esfaqueou um soldado durante operações junto à barreira de segurança em Gush Etzion", um bloco de colônias judaicas ao sul de Jerusalém, indicou o exército em um comunicado.

    "A força respondeu e atirou contra o criminoso", acrescentou.

    Segundo fontes médicas, o soldado foi levemente ferido. As autoridades não divulgaram informações sobe o estado de saúde do agressor.

    O ataque é o mais recente de uma longa série de agressões similares, em sua maioria cometidas por jovens palestinos, contra soldados, policiais ou civis israelenses.

    Desde o início da onda de violência, em 1º de outubro, ao menos 49 palestinos (mais da metade deles agressores) e um árabe israelense morreram, assim como oito israelenses.

    No campo diplomático, após a reunião Kerry-Netanyahu de quinta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas segue tratando o conflito israelense-palestino: uma reunião do Quarteto (Rússia, Estados Unidos, União Europeia, ONU), fundado em 2002 para desempenhar o papel de mediador - até agora sem sucesso - entre Israel e os palestinos, está prevista para a tarde desta sexta-feira em Viena.

    * AFP

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