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PRESIDENTE DA REPÚBLICA 

"Já falei que não entendia de economia", diz Bolsonaro após intervir no preço do diesel

Um dia após marcar os 100 dias de seu governo, presidente também respondeu sobre a demora para articular a reforma da Previdência no Congresso.

12/04/2019 - 14h11 - Atualizada em: 12/04/2019 - 17h56

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Por Folhapress
(Foto: )

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que não é intervencionista nem quer fazer "as políticas que fizeram no passado", mas que ligou para o presidente da Petrobras exigindo explicações sobre a proposta de reajuste de 5,7% sobre o preço do diesel e pedindo que recuasse da decisão.

A fala aconteceu após a inauguração do novo aeroporto de Macapá, nesta sexta-feira (12). Essa foi a primeira visita do presidente ao Amapá, o único estado que não visitou durante a campanha eleitoral, segundo ele.

Bolsonaro disse que convocou funcionários da petroleira para conversar na próxima terça (16), para esclarecer a política de preços adotadas. Bolsonaro questiona o porquê de o aumento ficar acima da inflação, projetada para 5% em 2019, e citou os caminhoneiros para justificar a decisão.

"Não sou economista, já falei que não entendia de economia, quem entendia afundou o Brasil, tá certo? Estou preocupado também com o transporte de cargas no Brasil, com os caminhoneiros. São pessoas que realmente movimentam as riquezas, de norte a sul, leste a oeste e que tem que ser tratados com devido carinho e consideração. Nós queremos um preço justo para o óleo diesel", disse ele.

A categoria chegou a ameaçar uma nova greve este ano. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, na quinta (11), o líder dos caminhoneiros, Wallace Landim, o Chorão, agradeceu a Bolsonaro pela decisão.

O presidente disse que precisa entender a política de preços da empresa. Segundo ele, quer perguntar a funcionários como o percentual é calculado, quanto custa um barril de petróleo que é retirado no Brasil em comparação com outros países.

"Onde é que nós refinamos, a que preço, a que custo, eu quero o custo final. Mostrar para a população também, que sempre critica o governo federal, o ICMS é altíssimo, tem que cobrar de governador também, não só do presidente da República", afirmou ele.

Depois do recuo, as ações da Petrobras tiveram queda de 5% na Bolsa, na manhã desta sexta.

Leia também: Governo de SC dará incentivos para saúde, combustível de aviação, energia e outros

Um dia após marcar os 100 dias de seu governo, Bolsonaro respondeu ainda sobre a demora para articular a reforma da Previdência no Congresso. Ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), eleito pelo Amapá, ele cobrou o Legislativo e retrucou um repórter que falou em "tempo perdido".

"Não sei a que você atribui tempo perdido, fiquei 17 dias dentro do hospital, fiz viagens internacionais extremamente importantes. Agora, o governo é muito grande e a responsabilidade nossa é do mesmo tamanho da do Legislativo."

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