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    Terremoto no Poder

    Joesley cita Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, mas sem menção a crimes

    Áudios revelariam o que Janot chamou de indícios de "crimes gravíssimos" envolvendo também ex-procurador da República Marcelo Miller

    05/09/2017 - 10h48 - Atualizada em: 05/09/2017 - 13h54

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    Os novos áudios da delação de executivos da JBS entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR) na semana passada citam os nomes de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e a presidente da Corte, Cármen Lúcia. Em nenhum deles, há menção ou atribuição a algum tipo de crime, de acordo com informações apuradas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

    O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo também é citado em trechos das gravações publicados pelo site da revista Veja na manhã de terça-feira (5).

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    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou na noite desta segunda-feira (4) a abertura de investigação que pode levar à rescisão do acordo de delação premiada de Joesley Batista e mais dois delatores do grupo J&F — os executivos Ricardo Saud e Francisco de Assis Silva.

    A decisão foi tomada com base no áudio de conversa entre Joesley e Saud entregue à PGR em 31 de agosto. A conversa revelaria o que Janot chamou de indícios de "crimes gravíssimos" envolvendo Marcelo Miller, ex-procurador que foi seu auxiliar. "

    Além disso, há trechos no áudio que indicam a omissão dolosa de crimes praticados pelos colaboradores, terceiros e outras autoridades, envolvendo inclusive o Supremo", diz o pedido entregue por Janot ao STF.

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