nsc

publicidade

Balneabilidade, mas com prudência

Jogadores de beach tênis "inauguraram" banho na baía norte, conta prefeito de Florianópolis

Apesar dos índices positivos em quatro medições seguidas, Gean Loureiro prega cautela e anuncia obras complementares

11/09/2019 - 11h59 - Atualizada em: 11/09/2019 - 16h06

Compartilhe

Por Redação CBN Diário
vista da baía da Beira-Mar Norte de Florianópolis
Testes foram positivos, mas ainda é preciso ter cautela antes de se jogar nas águas da baía
(Foto: )

Bastou o Instituto do Meio Ambiente (IMA) atestar a balneabilidade na água da Beira-Mar Norte para os primeiros ousados desafiarem seis décadas de histórico negativo de um dos pontos mais nobres de Florianópolis. O prefeito Gean Loureiro contou, em entrevista ao Notícia na Manhã desta quarta-feira (11), que praticantes de beach tênis, após o jogo, aproveitaram o calor para se refrescar na baía.

Apesar dos quatro testes positivos dos cinco últimos realizados, a recomendação oficial ainda é de cautela. A Casan, concessionária do serviço em Florianópolis e responsável pela estão de tratamento de esgoto, disse que os resultados ainda são preliminares e não devem ser comemorados. Apenas confirmam que o sistema adotado está adequado.

O IMA, que fez o teste mais recente na segunda-feria (9) e o divulgou na terça (10), ainda não instalou placa indicando que a placa de "própria" e recomenda a consulta periódica em seu site. As coletas na Beira-Mar estão sendo feitas semanalmente, o que nas praias só acontece na temporada de verão.

Gean Loureiro também é prudente e anunciou serviços complementares no sistema de tratamento da água:

— Vamos ampliar duas bombas em cada canal de drenagem e fortalecer motores no locar de maior alimentação do sistema. O odor já não é mais ruim como antigamente, a cor da água já melhorou.

O investimento é de cerca de de R$ 18 milhões, feitos pela empesa estatal, mas que é contratada (e paga) pela prefeitura da Capital como concessionária de água e esgoto. O colunista Ânderson Silva revelou que o estudo de segunda-feira apontou índice de 300 coliformes fecais, quando o limite mínimo é de 800.

— Resultados comparáveis às prais balneáveis do Estado — destacou o prefeito.

Mais do que uma suposta — e precipitada — possibilidade imediatada de banho — , Gean considera a recuperação de uma referência na cidade.

Os próximos passos são o aumento da faixa de areia e a implantação de uma marina, esse último um investimento privado.

O projeto

A Unidade Complementar de Recuperação Ambiental (URA) na Beira-Mar Norte foi inaugurada em março, um ano depois do começo da obra. O projeto começou depois de técnicos da Casan detectarem que a poluição gerada na área central da Capital atinge uma faixa de 200 metros da orela da Beia-Mar. Ou seja no meio da baía já não há contaminação. Um teste realizado pela NSC TV conformou o estudo.

​A primeira etapa foi a implantação de 3,6 quilômetros de tubulação que direciona a água contaminada para a URA. A rede foi instalada desde o Grupo de Salvamento do Corpo de Bombeiros até a Ponta do Coral. Nesse trecho existem 22 canais de drenagem e, de acordo com a Casan, 15 deles estavam contaminados com esgoto jogado na rede pluvial de forma clandestina. Essa água ia direto para a Baía.

A segunda fase consistiu na instalação de caixas de concreto que armazenam a água coletada nesses canais de drenagem. Já nas saídas de drenagem em que havia esgoto foram colocadas 31 válvulas, que desviam a água para que ela seja tratada. A terceira etapa foi a ativação do transporte da água dessas caixas até a URA.

Em dezembro de 2018, a URA foi ligada e até então funcionava com um quinto da capacidade. Na época, o ex-presidente da Casan, Walter Gallina, chegou a prever tomar banho de mar em dois meses, o que não se conformou.

O sistema tem capacidade para tratar 150 litros de água contaminada por segundo, 13 milhões de litros por dia. A URA funciona durante 24 horas.

A ampliação de estação trata esgoto clandestino, misturado à drenagem da água da chuva, pois essa região já dispõe de tratamento de esgoto. Questionados se valia o investimento para resolver uma situação de origem irregular, Casan e prefeitura anunciaram o reforço da fiscalização da por meio de programas como o "Se Liga na Rede".

Leia as últimas notícias do NSC Total

Deixe seu comentário:

publicidade