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AN no Paranaguamirim

Joinvilense luta para manter sonho de filhos e sobrinhos no esporte

Moradora do bairro Paranaguamirim, ela promove eventos e vende rifas para que os jovens possam continuar treinando e competindo  

28/04/2017 - 02h07

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Por Redação NSC
(Foto: )

Grasiela Rodrigues, 35 anos, tem uma história que é pura inspiração. A moradora do Paranaguamirim, segundo bairro mais populoso de Joinville, anda para lá e para cá para tornar possível o sonho dos filhos e dos sobrinhos que praticam caratê.

Enquanto eles lutam no tatame, ela luta do lado de fora, torcendo e encontrando alternativas para arrecadar os recursos necessários para os treinos, viagens e competições. Além dos filhos Hibraym Rodrigues da Silva, 16 anos, Wiliam Rodrigues da Silva, 13, e Mayara Rodrigues da Silva Antunes, dez, os sobrinhos Sergio João da Silva Junior, 16 anos, Rafael Rodrigues, nove, e Davi Rodrigues, oito, também se entregaram à arte marcial.

O filho mais velho, Djalma Faustino Rodrigues da Silva, de 18 anos, não pratica caratê, mas faz futsal e atletismo. Grasiela conta que criou seus filhos sozinha e recentemente tomou para si o cuidado de um dos sobrinhos.

– Eu me sinto muito orgulhosa. Vejo que faço um trabalho bem feito como mãe. Como ia criar eles sozinha, cheguei a pensar que não ia conseguir – revela.

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Ela conta que promove eventos, faz risoto, vende rifa e procura empresários para patrocinar seus filhos. Por enquanto, não conseguiu nenhum patrocínio fixo, mas não pensa em desistir.

A moradora do Paranaguamirim lembra que tudo começou em 2012, quando o Projeto Resgate ofereceu aulas de caratê gratuitas na Academia One. No início, Wiliam e Sergio treinavam. Mais tarde, entraram Mayara e Rafael, seguidos de Davi e de Hibraym.

Atualmente, eles treinam na Sociedade Ginástica e no Centro Comunitário do Costa e Silva. E Grasiela não se importa em dividir a maternidade, pelo menos no esporte. Ela diz que a atleta Jeanis Colzani – carateca pentacampeã brasileira e multicampeã de torneios internacionais – é uma espécie de mãe de Wiliam e de Sergio no caratê. Foi ela quem deu os primeiros quimonos dos garotos e sempre ajudou a família.

– Ela investiu neles. Cuidou enquanto eu não pude cuidar. Durante muito tempo, era ela quem levava e trazia dos treinos.

Entre os títulos recebidos pelo sexteto, a conquista mais recente é do carateca Wiliam, que ficou em quarto lugar no Open Internacional de Karate Arnold Classic South América, disputado em São Paulo no mês de abril. Entre os filhos e sobrinhos, Wiliam é o que mais se destaca. A mãe conta que o filho tem o sonho de montar uma academia e ajudar crianças que não tenham condições de pagar para treinar.

– O esporte me trouxe uma realidade que eu não via no passado. A união, o contato com eles são maiores. É uma coisa que muitos pais não têm, principalmente com adolescentes. Eles são meus melhores presentes. Há alguns dias, eu falei aqui em casa: eu nasci para ser mãe.

*Alex cursa jornalismo no Bom Jesus/Ielusc e é estagiário no "A Notícia"

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