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Joinvilense tem a missão de resgatar a credibilidade da Seleção Brasileira

Marquinhos Xavier assumiu a equipe nesta semana e confia em novas diretrizes para apagar vexames do time nos últimos anos

03/08/2017 - 16h42

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Por Redação NSC
Marquinhos Xavier é formado em educação física na Univille
Marquinhos Xavier é formado em educação física na Univille
(Foto: )

Um joinvilense terá a missão de despertar um gigante que anda adormecido. Nesta semana, Marquinhos Xavier, 43 anos, foi confirmado pela Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) como novo técnico da Seleção Brasileira. A oportunidade surge num dos melhores momentos da carreira de Marquinhos, hoje comandante do Carlos Barbosa. Pela equipe gaúcha, conquistou o título da Liga Nacional de Futsal de 2015; da Taça Brasil de 2016; da Supercopa de 2017; e da Libertadores também de 2017.

Marquinhos já havia trabalhado como auxiliar técnico da Seleção e reconhece que o convite não chegou a ser uma grande surpresa. Ainda assim, afirma estar realizando um sonho.

– Eu penso que o sonho acabou a partir do momento em que eu assumi a Seleção – brinca, lembrando a responsabilidade que terá a partir de agora ao atingir o ponto mais alto da carreira.

Na verdade, a tarefa não será das mais fáceis. Desde o fim do Mundial de 2012, a Seleção Brasileira de Futsal passou a ser uma equipe rodeada por problemas dentro e fora de quadra. Houve interrupção das atividades do time, trocas na presidência da CBFS, várias mudanças na comissão técnica e até um boicote de jogadores inconformados com os desmandos no futsal brasileiro.

Ciente deste histórico desfavorável, Marquinhos Xavier afirma que seu grande trabalho será o resgate da credibilidade.

– A Seleção Brasileira passou a acumular vexames dentro e fora da quadra. Foi preciso estabelecermos uma série de diretrizes para que assumisse o comando. E a tarefa é devolver a Seleção às pessoas. O sentimento pela País no futsal ficou esquecido – avalia.

Um dos piores momentos da Seleção aconteceu no Mundial de 2016, quando a equipe acabou eliminada nas oitavas de final para a seleção do Irã. O resultado foi o pior da história em Copas do Mundo.

Apoio de Ferretti e Falcão

Nesta retomada, Marquinhos terá ao seu lado o apoio de duas pessoas-chave: Fernando Ferretti e Falcão. O primeiro trabalhará como coordenador técnico. Já o craque decidiu abandonar a aposentadoria da Seleção para servir à comissão técnica neste processo de resgate.

– O Ferretti é um especialista na gestão de pessoas. Ele nos ajudará muito com a inteligência emocional e a questão técnica. O Falcão será o nosso embaixador do futsal. Ele se colocou à disposição para colaborar mesmo que não fosse convocado. Acredito que ele ainda pode render dentro de quadra e, mais do que isso, ser um líder e nortear interna e externamente o que é representar a Seleção.

No primeiro momento, Marquinhos Xavier irá se dividir entre a gestão do Carlos Barbosa e da Seleção Brasileira. O plano dele é dirigir o time gaúcho até 2018. Em 2019, pretende se dedicar exclusivamente à preparação para o Mundial – sem data e locais definidos.

– Vamos trabalhar em ciclos. Neste primeiro, mesclamos atletas experientes e jovens para criarmos uma identidade. O segundo ciclo será o de preparação. E o terceiro e último, o de aprimoramento. E é neste que me dedicarei exclusivamente.

Com metodologias definidas, Marquinhos espera deixar um legado após o Mundial de 2020. De preferência, com a conquista do título.

– Seria a chancela final. O sonho realizado completamente. Mas o meu objetivo é deixar um projeto montado para que ele tenha continuidade e não sofra com novas crises – concluiu.

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