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Jorge Carraro conta como ajudou o JEC a voltar a ser campeão em 1978

Série de 'AN' entrevista ex-jogadores do time de Joinville que ajudaram na conquista de 12 títulos estaduais

13/01/2014 - 07h41 - Atualizada em: 13/01/2014 - 07h42

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Por Redação NSC
O zagueiro Carraro trocou o agito de SP por SC
O zagueiro Carraro trocou o agito de SP por SC
(Foto: )

Já fazia mais de 930 minutos que Raul Bosse não ia buscar a bola no fundo do gol em partidas oficiais. Por mais que tentassem, os rivais não conseguiam furar a zaga do Tricolor. Mas os deuses do futebol não devem ter achado justa tamanha desigualdade e decidiram punir o JEC com um leve toque de ironia, já que foi contra, de Paulinho, o gol que acabou com a surpreendente marca. Foi somente no 11o jogo do Catarinense que a defesa do Joinville foi finalmente vencida, mas isso não mudou o curso da história da equipe que iniciaria, naquele ano de 1978, uma hegemonia que será contada por gerações.

O time do Joinville jogava por música. Na linha de frente, Fontan era o maestro que regia o ritmo de cada jogo. Na linha de trás, havia aquele que tinha prazer em carregar o piano para que seus colegas o tocassem: Jorge Carraro. Camisa 4, Carraro fez jus à fama de xerife. Era zagueiro-zagueiro: alto, forte e destemido. E foi justamente por isso que ganhou um apelido que era capaz de colocar medo em um adversário, ainda antes de entrar em campo: Armário.

Ele foi comprado pelo JEC em 1978 para ser o cão-de-guarda da defesa. Um ano antes, esteve na cidade para um amistoso, defendendo as cores de outro tricolor, o São Paulo. Jogou tão bem que queriam comprá-lo desde então. E não foi nada fácil. Para trazê-lo, o Joinville precisou vencer a concorrência do Internacional de Porto Alegre.

Insatisfeito com os problemas de se morar em uma grande metrópole como São Paulo, o Armário se sentiu em casa em Joinville. A cidade do Norte catarinense encantou o jogador que, mesmo após deixar o Tricolor e peregrinar por outras equipes, escolheu voltar e morar na Manchester.

- Hoje em dia, Joinville tem o tamanho de uma capital. Mas em 1978, a pessoa podia fazer o que queria, sair, andar na rua tranquilamente. Em São Paulo, era perigoso até sentar no portão de casa - compara Carraro.

Decisão no tapetão

O JEC que foi campeão em 1978 teve o título decidido no tapetão. Pelo fato de o Avaí ter desistido da competição no meio do caminho, a Chapecoense, que enfrentaria a equipe da Capital na última rodada, entendeu que era a campeã por ficar com os pontos do jogo. O assunto foi parar nos tribunais e a CBF entendeu que o Joinville era o legítimo vencedor.

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