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Juíza que substituiu Moro e condenou Lula no caso do sítio diz que teve celular invadido

Ela suspeita que o aparelho tenha sido hackeado pelo mesmo grupo que obteve mensagens de procuradores e do ministro da Justiça e Segurança Pública

12/06/2019 - 18h29 - Atualizada em: 12/06/2019 - 18h34

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Por Samuel Nunes

A juíza federal Gabriela Hardt, que atua como substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, confirmou nesta quarta-feira (12) que o aparelho celular dela também foi invadido. Em nota, a magistrada diz acreditar que tenha tido o aparelho hackeado pelo mesma pessoa ou grupo que obteve uma série de mensagens de procuradores federais e também do ministro Sérgio Moro, que datam da época em que ele ainda era juiz.

Hardt assumiu temporariamente a 13ª Vara durante o período em que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região ainda fazia o processo de seleção para o magistrado que iria assumir o cargo que pertencia a Moro. Nesse período, ela condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão, no caso envolvendo um sítio no município de Atibaia, no interior paulista.

De acordo com a nota, a juíza diz não ter percebido se o hacker teve acesso a alguma informação que ela considerasse como sensível. Ela ainda afirmou que o caso foi comunicado à Polícia Federal, tão logo ela percebeu o acesso indevido.

No texto, que foi divulgado pela Justiça Federal do Paraná, Hardt também afirma que considera como um fato grave a invasão de aparelhos celulares de autoridades públicas. A magistrada defende que a prática atenta contra a segurança de estado e que isso merece uma resposta firme das autoridades brasileiras.

Veja a íntegra da nota divulgada pela Justiça Federal do PR

A Juíza Federal Substituta Gabriela Hardt confirma que seu telegram foi invadido na mesma época e aparentemente pela mesma pessoa/grupo que invadiu os aparelhos dos procuradores. O fato foi imediatamente comunicado à Polícia Federal. A juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme. Da mesma forma, a juíza federal espera que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas.

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