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Preventiva

Justiça manda prender policiais e servidor público suspeitos de homicídio em SC

Caso aconteceu em Sombrio, no Sul de Santa Catarina, no fim do mês de julho

30/08/2019 - 18h23

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Redação
Por Redação DC

A Justiça determinou a prisão preventiva de dois policiais militares e um servidor público municipal de Sombrio, no Sul de Santa Catarina. De acordo com o Ministério Público, os três foram denunciados por espancar até a morte um homem suspeito de roubo. A decisão foi tomada no início desta semana, mas só foi divulgada pela promotoria nesta sexta-feira (30). Eles ainda podem recorrer.

O crime em questão aconteceu no dia 20 de julho. Segundo o Ministério Público, o servidor público disse aos policiais, que eram amigos dele, que tinha sido vítima de um roubo. Depois de beberem juntos em uma loja de conveniências, o trio se deslocou até a casa do suspeito.

Antes de entrarem no imóvel, eles convenceram um vizinho a desligar as câmeras de segurança. Se isso não fosse possível, eles fizeram o homem garantir que não contaria à polícia que as imagens poderiam estar disponíveis.

Na busca pelo homem, o trio arrombou duas casas. Em uma delas, agrediram um morador. No segundo imóvel, encontraram a vítima, que foi morta enquanto levava vários golpes, como chutes e socos, além de pancadas com um pedaço de madeira.

Conforme a promotoria, o assassinato foi cometido por motivo fútil, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com emprego de tortura. Essas causas são o que justificam a denúncia por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com o MP-SC, o trio responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e violação de domicílio, sendo que os dois policiais também foram denunciados por lesão corporal.

O dono da loja de conveniências em que os suspeitos pararam para beber também foi denunciado. Em depoimento, ele negou que o trio tivesse ido ao local. Por isso, ele deverá responder por falso testemunho.

Até esta sexta-feira, dois dos mandados de prisão preventiva já tinham sido cumpridos. Os policiais foram levados até a sede do 9º Batalhão de Polícia Militar, em Criciúma. Já o mandado contra o servidor público ainda aguardava o cumprimento.

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