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    Justiça vai decidir se bebê abandonado em Florianópolis vai para adoção

    Mãe da recém-nascida é de Criciúma e prestou depoimento na delegacia da Capital

    24/10/2019 - 14h27 - Atualizada em: 24/10/2019 - 15h39

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    A equipe do Samu fez o primeiro atendimento médico no local e encaminhou a criança para o hospital
    A equipe do Samu fez o primeiro atendimento médico no local e encaminhou a criança para o hospital
    (Foto: )

    Enquanto a Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias do abandono de uma criança recém-nascida em Florianópolis no último domingo (20), o destino da menina de aproximadamente 10 dias de vida será decidido na Justiça, que deve analisar se ela irá para adoção. Segundo o Conselho Tutelar, por enquanto a responsabilidade da bebê é do abrigo que a acolheu e da Vara da Infância e da Juventude.

    A mãe da criança foi identificada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23). A mulher tem 35 anos e é moradora de Criciúma. Ela já prestou depoimento na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) da Capital e contou sua versão sobre o caso. As informações do relato da mulher não foram divulgadas pela polícia.

    — Já determinamos a intimação de um parente dela e outras pessoas serão ouvidas em Criciúma. Estamos apurando os relatos para confirmar a história — aponta o delegado Flávio Lima, responsável pelo caso.

    Segundo Lima, a mãe pode responder pelo crime de abandono de incapaz. O delegado afirma também que, durante o interrogatório, a mulher não sinalizou que iria tentar recuperar a guarda da criança.

    Com os dados da mãe disponíveis após a identificação, o Judiciário deve agora dar andamento ao registro da criança, que ainda não foi feito. Para isso, a conselheira tutelar Juliana Lobo conta que irá buscar registros do nascimento na maternidade.

    — O Conselho Tutelar entende que aplicou a medida de proteção emergencial na situação em que a bebê estava exposta, e que com certeza agora o Judiciário juntamente com a equipe técnica do lar [onde a menina está abrigada] dará o encaminhamento cabível — explica a conselheira.

    Caso a mãe não expresse interesse em ter a guarda da criança, outros familiares podem se manifestar. Caso contrário, o Judiciário pode solicitar a retirada do poder familiar e o encaminhamento para adoção.

    O caso

    A menina recém-nascida foi encontrada na segunda-feira de manhã no Centro de Florianópolis. Ela estava vestida, enrolada em uma coberta, dentro de uma caixa de papelão nos fundos de um estacionamento na Rua Felipe Schmidt. Um funcionário do estacionamento chegou para trabalhar e ouviu o choro. Câmeras de segurança mostraram que a criança havia sido abandonada no local cerca de 24 horas antes, na manhã de domingo (20).

    A menina foi atendida pelo Samu e levada ao hospital, onde foi alimentada. Ela passa bem e foi levada para um abrigo. Estima-se que no dia do abandono a bebê tinha cerca de cinco dias de vida. A mãe dela foi localizada pela Polícia Civil na quarta-feira (23).

    A mulher é de Criciúma e tem 35 anos. De acordo com ela, o parto ocorreu no município de Içara. Após período de internação, veio a Florianópolis, transportada por motorista de aplicativo, abandonou a criança e retornou para Criciúma.

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