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Foi ou não foi gol?

Lance decisivo do Catarinense provoca polêmica sobre o VAR

Discussão se a bola teria ou não entrado após pênalti cobrado por Bruno Pacheco, da Chapecoense, prolonga a final em que Avaí comemorou o título

21/04/2019 - 23h20

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Darci
Por Darci Debona
Pênalti cobrado por Bruno Pacheco, da Chapecoense, contra o Avaí
(Foto: )

Embora o lance do pênalti de Bruno Pacheco seja um lance difícil, a decisão do árbitro Bráulio Machado da Silva de consultar o assistente de vídeo (VAR) apenas por áudio não é vista como um problema por alguns árbitros ouvidos pela reportagem do Diário Catarinense. No entendimento deles, o VAR é um recurso que deve ser usado em lances duvidosos de gol, mas sem necessidade de consultar o monitor.

— Não vi o lance para opinar, mas em situações de gol ajustado o VAR deve ser utilizado para tirar qualquer dúvida. Ser for lance claro para o assistente, não precisa do VAR — indicou o comentarista de arbitragem e ex-árbitro Márcio Chagas.

O árbitro da final do Campeonato Gaúcho, Jean Pierre Lima, também absolveu o árbitro da final catarinense.

— Lance factual não há necessidade de ir até o monitor — apontou.

Outro árbitro, que preferiu não ser identificado, disse que em lances que são decisões de fato, se a bola entrou ou não entrou, se há impedimento ou não, o juiz só recebe a informação e não consulta o vídeo.

Foi o que o árbitro da final do Catarinense argumentou, em uma entrevista ao site do jornalista Rodrigo Polidoro.

— Último lance foi um lance muito ajustado, porém o assistente me passou a decisão de que a bola não tinha entrado. Mas, por prudência e com o uso da tecnologia do VAR, decidimos utilizar só para confirmar a decisão que já havia sido passada pelo assistente. Então a decisão se confirmou de que a bola não havia passado totalmente e ficou 4 a 2 o resultado final saindo o Avaí campeão desta grande final — disse.

Caso será analisado

O diretor da Comissão de Arbitragem da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Marco Antônio Martins, preferiu aguardar antes de comentar o uso do VAR na final do Catarinense.

— Tivemos um lance isolado nas disputas de penalidades, nesse momento não foi possível ter acesso a todas as informações e imagens — informou o diretor.

No entanto, ele afirmou que o caso será analisado.

Indignado com a atuação da arbitragem por não ter consultado o VAR, o presidente da Chapecoense, Plinio David De Nes Filho, disse em entrevista para a Rádio Supercondá, na noite deste domingo (21), que vai pedir a anulação do resultado da partida.

— Não reconhecemos o resultado, vamos pedir o cancelamento da partida pela falha individual do árbitro Bráulio da Silva Machado, que deve ser afastado por seis meses a um ano, ele não merece nosso respeito, pois está denegrindo a imagem do futebol catarinense.

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