nsc
    dc

    Grande Florianópolis

    Laudo condenou prédio evacuado em Palhoça por risco de desabamento; três famílias seguem em abrigo

    Outras 19 famílias arrumaram estadia temporária em casas de familiares ou amigos

    06/03/2020 - 19h06 - Atualizada em: 06/03/2020 - 19h08

    Compartilhe

    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Moradores foram autorizados a retirar os bens do edifício
    Moradores foram autorizados a retirar os bens do edifício
    (Foto: )

    O valor que equivale a um mês de aluguel no edifício Karoliny Center, em Palhoça, serviu para pagar os únicos dois dias que a família paraense passou em um apartamento do segundo andar do prédio que fica na avenida Aniceto Zacchi, no bairro Ponte do Imaruim. Recém-chegado de Belém do Pará, o casal se instalou no cômodo com os dois filhos pequenos na quinta-feira (27) onde pretendia ficar por seis meses, conforme contrato assinado.

    A família, no entanto, precisou sair às pressas e definitivamente no último sábado (29), depois que uma coluna de sustentação do edifício rompeu e colocou em risco a vida dos moradores. O laudo técnico do engenheiro civil que avaliou a estrutura condenou a edificação. O profissional foi contratado pelo condomínio e foi acompanhado por um profissional do município. A informação foi confirmada pela assessoria da prefeitura de Palhoça.

    — Estamos de favor no quarto da casa de uma conhecida desde que nos mandaram para um abrigo, num ginásio que tinha sido pintado recentemente e ainda estava com forte cheiro de tinta. Eu tentei contato com a corretora de imóveis com quem assinamos o contrato, mas ela sumiu depois do sábado — conta Milena dos Santos Oliveira, enquanto procura meios de reaver o valor pago antecipadamente para uso de um imóvel que não pode mais ser ocupado.

    Estrutura foi condenada após rompimento de coluna
    Estrutura foi condenada após rompimento de coluna
    (Foto: )

    Além da família de Milena, moradores de outros 29 apartamentos precisaram encontrar meios de se acomodar provisoriamente, enquanto aguardam as tramitações burocráticas do seguro que era pago por eles. A informação apurada pela reportagem é de que o prédio era comercial, o que pode atrasar ainda mais os processos ligados aos contratos.

    Três famílias seguem no abrigo

    A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que, enquanto necessitarem, as famílias serão assessoradas. Ainda, segundo a pasta, 19 famílias ficaram desalojadas com a interdição. Algumas delas chegaram a ser hospedadas por quatro dias em um hotel e outras conseguiram abrigo com amigos e familiares.

    A atualização desta sexta-feira (6) é de que apenas três famílias continuam no abrigo municipal, que fica no bairro Bela Vista. Na quinta-feira (5), o edifício foi liberado aos moradores, para a retirada dos bens. Por segurança, estacas de sustentação foram anexadas à estrutura.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Cotidiano

    Colunistas