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Política

Leia a última crônica escrita por Luiz Henrique para o jornal 'A Notícia'

Senador escrevia para o jornal há mais de 40 anos

10/05/2015 - 12h15 - Atualizada em: 10/05/2015 - 18h34

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Por Redação NSC
(Foto: )

O Senador Luiz Henrique da Silveira, de 75 anos, passou mal no início da tarde deste domingo e morreu em um hospital de Joinville. Ele estava em casa, no bairro Boa Vista, quando teria sentido falta de ar. A morte foi confirmada oficialmente às 16 horas. O senador escrevia crônicas para o jornal 'A Notícia' há mais de 40 anos. O último texto de LHS foi publicado na edição do fim de semana dos dias 9 e 10 de maio.

Ao vivo: acompanhe as informações sobre a morte de LHS

"Maomé e a comunidade islâmica

Nada mais complexo, para nós ocidentais, do que compreender o modelo muçulmano. Ele é baseado na religião islâmica, fundamentada em quatro bases teológicas: o Corão, a Sunna, o Ijmà e o Quiàs.

O Corão, bíblia sagrada dos maometanos, compõe-se de 6.236 versículos, distribuídos em 114 capítulos, que estabelecem os princípios gerais. O Sunna, fundamentado no que disse Maomé, dispõe sobre princípios e conduta. O Ijmà disciplina questões morais e de culto. E o Quiàs, que trata de posições antecedentes, consolidadas no passado.

Assim como Jesus confiou aos quatro evangelistas a reprodução de seus ensinamentos, Maomé, que era analfabeto, não escreveu uma só linha do livro sagrado. As revelações, que Maomé teria recebido do anjo Gabriel, foram repassadas oralmente, até que, 40 anos depois da morte do Profeta, foram transformadas no Corão, escrito por seus discípulos.

Como as lições de Maomé foram repassadas por transmissão oral, há, no mundo muçulmano, uma batalha de interpretações sobre o verdadeiro significado delas. A primeira grande divisão exegética do islamismo deu-se quando Ali, primo e genro de Maomé, o terceiro califa sucessor, criou uma nova concepção das lições de Maomé, dando margem ao surgimento dos xiitas (partidários de Ali), que se opõem, até hoje, aos sunitas (seguidores do Sunna, ou "caminho percorrido"pelas palavras e pela ação do Profeta).

Os sunitas representam 90% dos seguidores da religião islâmica, que congrega, em todo o mundo, 1,5 bilhões de seguidores. Embora amplamente minoritários, os xiitas, com maior presença em países onde vem dominando o extremismo, como Irã, Iraque, Paquistão e Afeganistão, vem dando ao islamismo uma face violenta, radicalizada pela comunidade islâmica, no que contradiz o seu sentido autêntico que prega "submissão ao espírito de paz e tolerância"

Se é verdade que o mundo árabe tem um sentimento histórico, idiossincrático e de rejeição ao Ocidente, o sentimento de vingança não está na esmagadora maioria muçulmana."

Na sexta-feira, o colunista Jefferson Saavedra conversou com o senador na sexta-feira.

Confira a entrevista que LHS deu no ano passado avaliando os governos de Colombo e Dilma.

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