O site Meu Figueira, relacionado aos torcedores do clube da Capital, publicou na quarta-feira detalhes do contrato de parceria entre o Alvinegro e a Alliance Sports, empresa criada para cuidar da gestão administrativa e financeira do Figueirense. Após a crise que culminou com a renúncia do ex-presidente Nestor Lodetti e o rompimento da relação, o executivo da Alliance Leonardo Moura passou a ser um dos mais criticados no processo. Em entrevista ao Diário Catarinense, ele evita detalhar explicações, não admite os valores da dívida do clube já divulgados e afirma que há interesse na manutenção do compromisso.

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Diário Catarinense – O senhor viu o contrato que foi publicado pelo site Meu Figueira? Ele é verdadeiro?

Leonardo Moura – Não sei se é, realmente. Não posso confirmar, porque existe uma cláusula de confidencialidade.

DC – A Alliance Sports está sendo criticada pela péssima administração do Figueirense. O que o senhor acha?

Moura – Não concordo. O que estamos enfrentando dentro do clube é problema de relacionamento com pessoas, representantes do clube que não têm capacidade técnica para, inclusive, ter esses entendimentos. Esse é o nosso maior problema em termos de gestão.

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DC – Uma dessas pessoas que não tem capacidade técnica seria Odorico Durieux, atual presidente do clube?

Moura – Hoje existe um comitê de transição, com quem estamos nos relacionando. Tanto que o ambiente de relacionamento não é de questionamento de como se deu a gestão, e sim, de permanência ou não. O Durieux assumiu de forma natural, era o sucessor. Não há porque questionar atos do presidente.

DC – Há informações de que o déficit do Figueirense neste ano será de mais de R$ 20 milhões. A Alliance reconhece esse valor?

Moura – Não reconhecemos esse valor ainda não. Até porque o ano não encerrou. Nesses últimos meses a gente teve uma estagnação de nossas receitas por causa da situação política. Um exemplo é o início de um ambiente para ter um fundo de atletas. Isso já estava analisado e seria feito em 2012, e com receitas previstas para o mesmo ano. Esse é um exemplo claro de que existe muita coisa em setembro, outubro. Falar em R$ 20 milhões, R$ 27 milhões é um número temerário.

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DC – Uma das principais críticas dos conselheiros é que o atual contrato com a Alliance é prejudicial ao Figueirense. Qual é a opinião da Alliance?

Moura – A questão de prejudicial é superficial. Nós entendemos que ao longo do processo está sendo feita a construção do melhor cenário. O primeiro contrato nós reformamos; o segundo está em stand by, porque estamos fazendo um novo contrato. A parceira sempre está aberta para facilitar o crescimento do clube.

DC – Para rescindir, o Figueirense tem que pagar um valor de 20% calculado em cima da renda bruta nos últimos 12 meses antes da rescisão?

Moura – Teria que estar com ele aqui, mas é algo por aí mesmo.

DC – Segundo o site Meu Figueira, a Alliance teria feito apenas um investimento de R$ 500 mil. É isso?

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Moura – Não posso comentar, preciso respeitar a cláusula de confidencialidade.

DC – O atual presidente do Figueirense, Odorico Durieux, conhecia o contrato atual?

Moura – Acredito que sim, porque existiu uma comissão onde foi deliberado o documento. E ele foi testemunha do primeiro contrato.

DC – Quem assinou o contrato? Nestor Lodetti e Júlio César Gonçalves?

Moura – Sim, os dois representaram o clube na assinatura.

DC – O contrato publicado no site Meu Figueira mostra que a Alliance tem um lucro de 20% em cima do lucro da base. Isso é verdade? Não é um lucro muito pesado?

Moura – Não sei se o contrato é o verdadeiro e eu tenho que respeitar uma cláusula de confidencialidade. E de forma alguma posso descumprir com isso.

DC – Ainda tem clima no Figueirense para a Alliance continuar?

Moura – Acreditamos que sim. Estamos à disposição. Nas vezes em que nos solicitaram para discussão, estivemos lá.

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