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Loetz: Programa Minha Casa, Minha Vida amplia teto da renda para R$ 9 mil

Valor atinge nova fatia de consumidores da classe média e pode aquecer setor das construtoras em Joinville

07/02/2017 - 06h02

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Por Redação NSC

O anúncio de medidas do governo federal, ampliando o limite de renda familiar e o valor dos imóveis a serem enquadrados no Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), vai elevar o interesse das construtoras em atender a este mercado.

Até mesmo aquelas construtoras de Joinville que já produzem imóveis voltados à classe média vão olhar com mais atenção para um nicho que se amplia. E que, no limite da estratificação socioeconômica, também vai atender à parte da classe média baixa. Isso porque construtoras deverão se sentir atraídas a participar de um filão novo, desatendido até agora por incapacidade de os consumidores se tornarem mutuários. Os juros são altos demais nos financiamentos feitos fora do MCMV.

- As novas medidas vão dar dinamismo ao setor da construção civil e, mais do que isso, tendem a reduzir o desemprego porque o ramo é um dos maiores e mais significativos empregadores do conjunto da economia. O segmento popular ganhará atenção.

A análise é de Marco Antonio Corsini, ex-presidente do Sinduscon de Joinville, que participou do lançamento do anúncio, em Brasília, nesta segunda-feira, feito pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo.

Já nesta quarta-feira, o líder empresarial pretende se reunir com a área técnica da Caixa Econômica Federal em Joinville para avaliar modelos construtivos e modelagens de financiamento. Na cidade, o teto do financiamento passa de R$ 180 mil para R$ 190 mil.

Corsini diz que ainda é prematuro quantificar o tamanho desse novo mercado potencial, mas está animado com as perspectivas.

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- Joinville tem de estar inserida nesse processo, e faremos esforços para que a Caixa possa emprestar o maior valor possível na cidade. Não há valor definido, nem carimbado por parte do governo. O mercado retomará os negócios para as faixas 2 e 3. Os juros mais baixos praticados no MCMV, na comparação com os financiamentos para a classe média, deverão levar a uma demanda expressiva. Faltava incentivo.

O empresário acredita que o anúncio viabilizará lançamentos de novos empreendimentos a partir do segundo semestre. Antes, será necessário ajustar toda a formatação técnica e jurídica para garantir a construção dos imóveis. Mas alerta: a escolha dos locais para erguer os prédios tem de ser bem-feita.

Geralmente, a maioria se localiza em bairros periféricos porque o preço do terreno é menor. Mas é necessário cuidado para que não se construa em endereços sem infraestrutura e, então, os lançamentos sejam rejeitados pelos consumidores. As novidades também têm efeitos no mercado acionário. Papéis de construtoras deverão se valorizar na Bovespa.

As mudanças

Faixas de renda

Faixa 1: R$ 1.800.

Faixa 1,5: de R$ 2.350 para R$ 2.600.

Faixa 2: de R$ 3.600 para R$ 4 mil.

Faixa 3: de 6.500 para R$ 9 mil.

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