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    Maia diz que é possível manter economia de 1 trilhão prevista na reforma da Previdência 

    Texto-base da PEC foi aprovado na quarta-feira por 379 votos contra 131  

    11/07/2019 - 15h28 - Atualizada em: 11/07/2019 - 15h30

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    Por Folhapress
    Maia afirmou que não há risco de desidratações à economia projetada pelo texto principal da reforma
    Maia afirmou que não há risco de desidratações à economia projetada pelo texto principal da reforma
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    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (11) que, mesmo com a aprovação de destaques que possam aliviar algumas categorias, como professores, é possível manobrar para manter a economia prevista no texto-base da reforma da Previdência — aprovado na última quarta-feira por 379 votos contra 131 (10).

    Ao chegar à Câmara no início da tarde, Maia afirmou que não há risco de desidratações à economia projetada pelo texto principal da reforma, que gira em torno de R$ 1 trilhão em dez anos.

    — Para mim, todos aqueles que votaram a favor da reforma tendem a defender basicamente o texto que foi aprovado — disse. — Não acredito que os partidos que defenderam e votaram o texto principal tendem a desidratar a matéria de forma a prejudicar o que foi aprovado — completou.

    Mesmo que alguns destaques passem, Maia acredita ser possível recuperar a economia em outros pontos, mantendo a previsão de poupança do texto principal.

    — Professor é um tema sempre muito difícil. Ele não tem esse impacto tão grande como está colocado. Da forma como está construído o acordo, tem uma emenda aglutinativa que a gente recupera quase toda perda da possível vitória desse destaque, se ela ocorrer— disse.

    Votação dos destaques adiada

    A votação dos destaques do projeto — alterações no texto principal — estava prevista para começar nesta manhã. No entanto, a sessão acabou sendo adiada por negociação entre líderes partidários e Maia envolvendo as mudanças e também pela exigência dos partidos do centrão de ter garantias de que o Planalto vai executar as emendas parlamentares prometidas.

    De acordo com o presidente da Casa, a votação em primeiro turno deve ser encerrada nesta noite, enquanto o segundo turno seria concluído na sexta.

    — Eu sou otimista, acho que a gente vai votar essa semana tudo. O resultado de ontem (quarta) é uma demonstração de uma grande maioria, 74% da Casa a favor da reforma. Acho que é importante encerrar esse assunto — defendeu.

    Ele vê quórum para que os destaques sejam votados:

    — Hoje tem 500 deputados na casa. Vamos trabalhar para segundo turno até sexta à noite.

    O presidente da Câmara também explicou por que decidiu encerrar mais cedo a votação dos destaques na noite de quarta. Segundo ele, os próprios deputados estavam tendo dificuldade em compreender o que estava sendo apreciado.

    — O primeiro destaque atingia frontalmente os municípios e os destaques, e tinha deputado ligado a prefeitos querendo votar a favor do destaque. Então aquela incompreensão poderia gerar algumas perdas por falta de análise mais profunda do texto — afirmou.

    Maia também respondeu a um comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro, de que ele seria o general do governo na Câmara.

    — Os generais estão apoiando muito do entorno do presidente também, não sei se é bom momento para ser general não — disse.

    Se a Previdência passar nos dois turnos na Câmara, Maia vê espaço para que a Casa comece a tocar outros temas na próxima semana.

    — Se não for LDO (lei de diretrizes orçamentárias), vamos ver o que a gente consegue votar — disse.

    O recesso parlamentar começa no próximo dia 18 e se estende até o fim do mês.

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