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Economia

Maior maltaria da América Latina muda Centro de Distribuição para Joinville

Cidade agora abastece cervejarias e lojas especializadas do Brasil inteiro com insumo a partir da cevada

01/06/2019 - 08h30

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra galhos de cevada e cevada em grãos dispostos em uma mesa e um copo de cerveja ao fundo
Importação de cevada para Joinville cresceu cerca de 85% entre janeiro e abril de 2019
(Foto: )

Em Joinville, a importação de cevada cresceu em 85% no período de janeiro a abril deste ano. O aumento da entrada do grão — que é um dos ingredientes principais na produção de qualquer cerveja — na cidade, registrado pelo Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), explica-se pelo fato de que, até dezembro de 2018, apenas uma fazia importação direta do insumo, enquanto as outras compravam o insumo do Paraná. Foi no início deste ano que a Agrária, maior maltaria da América Latina, mudou seu centro de distribuição para o Parque Perini, no Distrito Industrial Norte, modificando toda a logística de grande parte da cevada que entra no País.

O representante da Agrária em Joinville, Dorval Campos Neto, explicou que a Agrária mantém sua matriz em Guarapuava, no interior do do Paraná, para onde de 70 a 80% da cevada nacional é enviada para ser malteada. Como o país não é auto suficiente no cultivo de cevada, cerca de 60% da demanda é importada de países como Argentina, Uruguai e Chile — da Europa vem o insumo já malteado, em processos de torra e caramelização que não são realizados ainda no Brasil.

Até o ano passado, a importação chegava pelo porto de Paranaguá e era levado para o Centro de Distribuição em São José dos Pinhais. Desde janeiro, a porta de entrada é o Porto de Itapoá e a referência é Joinville, para onde 5 mil toneladas de cevada importada é transferida e de onde sai já em forma de malte para abastecer cervejarias e lojas de todo o país. A cevada nacional, plantada principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul, é malteada em Guarapuava, mas também é enviada para Joinville para comercialização.

— A vinda da Agrária para Joinville ocorreu por causa de uma série de vantagens, inclusive fiscais, que Santa Catarina oferece para as empresas que se instalam aqui. O Porto de Itapoá

também favoreceu, pelo fato de ser privado, o que significa que tem uma rentabilidade mais alta, por não ter a burocracia que causa a ineficiência das empresas públicas — analisa Dorval.

Segundo a Agrária, a previsão de incremento na importação para 2020 é de 15% do insumo que chega a Joinville. No Brasil, até abril de 2019, foram importadas 312.969,5 toneladas de cevada no Brasil, um aumento de 35,8% na variação entre janeiro e abril de 2018. O grão é o 125º no ranking das importações totais e o 11º entre as importações de produtos básicos do país em 2019, de acordo com as estatísticas de comércio exterior do Ministério de Economia.

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