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Desequilíbrio

Maioria no serviço público de SC, mulheres têm menores salários e menos cargos de liderança

Estudo aponta que servidores homens recebem 50% a mais e têm maior presença em posições de gestão e confiança

15/03/2019 - 15h55 - Atualizada em: 15/03/2019 - 16h05

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Por Roelton Maciel
ALESC
Dados foram apresentados em programação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina
(Foto: )

As mulheres são maioria nas repartições públicas do governo do Estado, mas têm salários menores e ocupam menos cargos de gestão e confiança do que os servidores homens. É o que aponta um levantamento do Instituto Aequalis de Liderança Feminina, elaborado em parceria com a UFSC, a partir de dados do Executivo estadual no período de setembro de 2017 (veja abaixo).

O estudo também mostra que é maior a proporção de mulheres com ensino superior ou pós-graduação no serviço público catarinense, embora esta mesma proporção não se verifique na faixa salarial mais alta do governo.

Em média, os servidores homens recebem 50% a mais, além de terem presença oito vezes maior no grupo com remuneração acima dos R$ 20 mil. Atividades voltadas aos cuidados e atendimentos de terceiros concentram a representação feminina, como na Saúde e Educação, enquanto pastas como Infraestrutura, Fazenda e Justiça e Cidadania são predominantemente masculinas.

A pesquisa foi apresentada esta semana pelo Istituto Aequalis, durante a programação do Mês de Mulher na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), quando a entidade teve seu lançamento formalizado.

A professora Helena Kuerten de Salles, que conduziu o estudo no Departamento de Ciências da Administração da UFSC, diz que não esperava um cenário de igualdade entre os gêneros antes da pesquisa, mas se surpreendeu com o desequilíbrio observado.

—É um trabalho de longo prazo. Mulheres não deixam de assumir cargos porque não querem, mas porque têm outras tarefas sociais que são delegadas a elas e acabam impedindo que assumam responsabilidades maiores. Não é só uma questão de convite para assumir esses cargos de liderança, também precisamos criar as condições de acesso para que as mulheres possam assumir esses papéis — analisa.

Como o governo do Estado está sob nova gestão desde janeiro, a professora da UFSC acredita que o quadro pode ter mudanças positivas em uma futura verificação. Números atualizados estão sob análise e devem servir de comparativo nos próximos meses.

—Ainda é muito precoce para se fazer qualquer afirmação do governo novo, mas a gente começou a observar indicações de uma série de mulheres em cargos de liderança nas primeiras nomeações. Vamos ver se isto se mantém, se as mulheres vão conseguir se manter nesses cargos — observa.

Fonte: UFSC/Instituto Aequalis de Liderança Feminina. Ano base: set/2017
(Foto: )

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