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Mais da metade dos joinvilenses está com dívidas, diz pesquisa da Fecomércio

Índice de famílias endividadas na cidade atingiu 50,4% em dezembro. No ano passado, no mesmo mês, a taxa era 39,2%

30/12/2015 - 05h08 - Atualizada em: 30/12/2015 - 08h30

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Por Redação NSC

* O colunista Claudio Loetz está de férias e retorna ao trabalho no dia 11 de janeiro.

A pesquisa de endividamento e inadimplência, realizada com 500 consumidores em Santa Catarina pela Fecomércio-SC, mostra que o cenário em Joinville é semelhante ao do Estado, ou seja, as pessoas ficaram mais endividadas neste mês de dezembro. Em Joinville, o endividamento alcançou metade das famílias, 50,4%, contra 39,2% no último mês do ano de 2014.

Ainda na comparação com dezembro de 2014, chama a atenção o aumento de 9% para 20% no percentual de consumidores que estão com contas em atraso e a elevação de 6,5% para 14,5% entre os entrevistados que já sabem que não terão condições de pagar a dívida.

Joinville foi o município com maior percentual de consumidores que admitiram não poder honrar seus compromissos entre as grandes cidades catarinenses. O cartão de crédito continua sendo o principal agente de endividamento em Joinville (49,5%), mas os carnês (45,8%) e o financiamento de carro (40,8%) estão mais presentes agora do que em dezembro de 2014.

E o consumidor não vai se livrar logo das dívidas. O tempo de comprometimento é de mais de um ano, responderam 55,4% dos entrevistados. Muitas contas não foram pagas em dia. O tempo médio de atraso é de 75,16 dias no município. E será que há espaço no orçamento para adquirir novos carnês?

A pesquisa mostra que ainda restam 15,7% de consumidores que não comprometeram mais de 10% de seus ganhos. No entanto, 19,3% dos entrevistados consumiram mais de 50% da renda com dívidas. E mais da metade da população comprometeu entre 11% e 50% da renda.

Desaceleração

Em todo o Estado, o endividamento passou de 54,5% para 62,9% em dezembro de 2015, na comparação com dezembro de 2014. Em novembro passado, era de 61,4%. Mas o percentual dos que estão com contas em atraso (inadimplentes) manteve-se estável em 20,4% em novembro e dezembro deste ano.

Para os analistas da Fecomércio, os resultados espelham a desaceleração da renda real das famílias por conta da alta da inflação e elevação das taxas de juros. Segundo eles, diminuíram os recursos disponíveis para pagamento das dívidas.

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Consulta

A CDL Joinville vai funcionar até hoje. O expediente retorna no dia 4 de janeiro. Os associados poderão realizar consultas ao SPC pelo site www.cdljoinville.com.br.

Entrega de moradias

Mais de 400 pessoas foram beneficiadas nesta terça-feira (29), em Joinville, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, com a entrega das cem unidades do Residencial João Balício Bernardes, no bairro Paranaguamirim. O empreendimento, destinado a famílias com renda de até R$ 1,6 mil, recebeu R$ 6,3 milhões em investimentos. O evento contou com a presença da superintendente nacional de Habitação Rural e Entidades Urbanas da Caixa, Noemi Lemes, do prefeito Udo Döhler e do superintendente regional da Caixa, Wilson Zarpelon.

Marcas de valor

A Totvs está na lista das 25 marcas brasileiras mais valiosas, segundo ranking da Interbrand, maior consultoria de marcas do mundo. O valor de marca da empresa com sede em São Paulo e unidade em Joinville é de R$ 501 milhões em 2015, um crescimento de 9% sobre o ano anterior.

A Hering também está presente na lista. A marca da companhia de Blumenau vale R$ 584 milhões. Esta é a sexta vez consecutiva que a Hering aparece no ranking. Em relação a 2014, o valor caiu 24%. No Brasil, o Itaú ocupa o primeiro lugar no ranking. Sua marca vale R$ 25,5 bilhões.

Segmento residencial

A SCGás comemora a marca de 8 mil clientes residenciais no Estado. Em 2015, foram mais de 1,6 mil novos clientes, marca recorde para empresa, e 1 milhão de metros cúbicos consumidos por este segmento. O analista de mercado da SCGás, Gustavo Caldas dos Santos, explica que o atendimento ao mercado residencial permitiu que a companhia diversificasse a aplicação do gás e conseguisse capilarizar a rede já implantada.

Planejamento

Até 2005, o mercado do gás natural em Santa Catarina era focado nos segmentos industrial e veicular. Para 2016, o planejamento da SCGÁS é continuar o projeto urbano de Tubarão e aproveitar as oportunidades para realizar outras ligações. Também haverá o projeto piloto em Balneário Camboriú, cidade que a companhia pretende investir a partir de 2017, utilizando um novo método, que instala o gasoduto nas calçadas, para não criar transtornos para a população.

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