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Mais de 90% das pequenas empresas são familiares, segundo dados do Sebrae

“Claro que opinamos no hotel como um todo, mas cada um tem a responsabilidade de cuidar do setor atendido. E isso é importante para não dar briga”, comenta Sabrina Schmit

15/07/2019 - 15h05 - Atualizada em: 14/08/2019 - 15h35

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Negócio mantido em família
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É comum, em toda pequena empresa, e segundo dados do Sebrae, mais de 90% delas são familiares, que o setor administrativo seja menor e que uma pessoa acabe sendo responsável e agregando mais de uma função. No Hotel Sabrina, localizado na cidade de Joinville, no Norte de Santa Catarina, os irmãos Sabrina e Rodrigo Schmitz são os responsáveis pela administração da empresa familiar fundada pelos pais em 1995.

— Acredito que definir papéis é muito importante principalmente em uma empresa familiar, para não dar briga. Cada um cuida do seu setor, claro que opinamos no hotel como um todo, mas a responsabilidade daquele setor é de uma pessoa, e ela responde por ele — explica Sabrina Schmitz, que atua como gerente de operações e comercial e o irmão, Rodrigo, é gerente financeiro e responsável pela parte de manutenção.

Sabrina comenta ainda que mesmo em uma empresa familiar é preciso ser bem profissional.

— Não é porque somos um hotel familiar que iremos fazer as coisas no "jeitão familiar", que a carteira do dono é a mesma da empresa. Somos bem profissionais nesse quesito — comenta a empresária que fez o Programa Gestão de Indicadores e Resultados (GIR) do Sebrae.

Segundo ela, o programa é excelente pois trabalha com consultorias especializadas dentro da empresa e com problemas reais.

— Acredito que o Sebrae auxilia muito o empresário em diversos níveis de empresas. E com a consultoria conseguimos oficializar muitas coisas da nossa gestão que eram empíricas. Colocamos no papel, metas e começamos a acompanhá-las e mensurá-las — compartilha.

Por ser um hotel familiar os hóspedes se sentem mais em casa. Meu pai toma café da manhã com eles, e conseguimos resolver com mais agilidade problemas do que as redes
"Por ser um hotel familiar os hóspedes se sentem mais em casa. Meu pai toma café da manhã com eles, e conseguimos resolver com mais agilidade problemas do que as redes", comenta Sabrina
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Como tudo começou

No ano de 1995, o casal Raulino João e Maria Aparecida Schmitz resolveram investir em algo que trouxesse uma renda extra. Raulino tinha uma oficina mecânica e a esposa trabalhava com ele. E como ambos gostavam muito de viajar resolveram abrir um hotel. Administrado por Maria a empresa familiar abriu oferecendo 12 quartos. Na época Raulino seguia como responsável pela oficina, que servia de garagem para os veículos dos hóspedes no período da noite.

— No dia que abrimos o hotel lembro que a família inteira ficou sentada na recepção esperando chegar algum hóspede, quando ele chegou foi uma empolgação, todos queriam receber ele. No dia seguinte fizemos um super café da manhã para esse único hóspede. E depois começaram a vir mais e começamos a ampliar o hotel — relembra Sabrina, cujo nome inspirou a denominação do empreendimento.

A gerente, que é formada em arquitetura e urbanismo, começou a trabalhar com a mãe no hotel em 2010. Ela assumiu o cargo de gerência do hotel enquanto Maria Aparecida cuidava do financeiro. Cinco anos mais tarde, a matriarca da família se aposentou e Rodrigo, graduado em engenharia elétrica, passou a trabalhar ao lado da irmã.

— Meus pais sempre foram muito cautelosos e a construção sempre foi com dinheiro próprio. Tudo que sobrava de lucro no final do mês era investido na obra de ampliação — lembra Sabrina.

Em 2008, Raulino vendeu a oficina e passou a cuidar da parte de ampliação do hotel e crescimento do negócio. Atualmente o estabelecimento conta com 20 funcionários e 82 apartamentos divididos em três categorias, standard, luxo e flats, que contam com minicozinha.

Diferenciais de ser uma pequena empresa

A gerente explica que mesmo usando sistemas similares aos dos hotéis de rede, a empresa está atenta e sempre em busca de treinamento para os funcionários e acredita que um dos diferenciais do hotel seja o atendimento.

— Por ser um hotel familiar os hóspedes se sentem mais em casa. Meu pai toma café da manhã com eles, e conseguimos resolver com mais agilidade problemas do que as redes, pois como estamos muito perto do cliente conseguimos entender as dificuldades e destravar o processo com rapidez — salienta.

Além da busca constante por conhecimentos, para não ficar desatualizado das novidades que estão em mudança constante, Sabrina acredita que as consultorias são importantes no caminho de quem quer ter uma empresa de sucesso.

Outra dica é fazer conexões e participar de associações de classes ou de empresários, pois segundo Sabrina, quem não é visto não é lembrado.

— Não é porque somos uma pequena empresa que temos que pensar pequeno. Sempre nos comparamos com as redes, que tem um ótimo no-how do negócio. Quando nos colocamos em competição com gente maior que a gente nos tornamos maiores — completa.

Confira a entrevista com o consultor do Sebrae, Eiji Okita, para a CBN, com mais informações sobre empresas familiares:

Acesse o site do Sebrae e saiba como estruturar a sua empresa familiar.

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