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    Causa animal

    Manifestantes protestam contra morte de sete cães em São José

    Cerca de 100 pessoas pediram justiça para os cachorros encontrados esquartejados e queimados no lixão do bairro Areias

    01/05/2018 - 13h08 - Atualizada em: 01/05/2018 - 15h11

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    Por Redação NSC

    Cerca de 100 pessoas participaram de uma passeata na tarde desta terça-feira na Beira-Mar de São José em protesto pela morte de sete cães no final de semana. Os animais foram encontrados em uma área conhecida por ser usada como lixão no bairro Areias. Vestidos de preto, os manifestantes caminharam até a prefeitura pedindo punição aos culpados e ações mais efetivas do Executivo municipal para reprimir maus tratos aos animais.

    - Não há muito o que fazer, a gente só pode pedir socorro à comunidade. Queremos que os culpados sejam punidos e que a prefeitura vigie os terrenos baldios onde costumam jogar corpos de cachorros - afirmou o idealizador do projeto Amiguinho Indefesos e organizador da manifestação, Ezequiel Nunes.

    Segundo a voluntária da causa animal Jaqueline Inácio, que disse ter recebido a denúncia de uma ONG, um dos cães estava esquartejado e seis haviam sido queimados. Na segunda-feira, durante mobilização de defensores dos bichos em frente à 2ª Delegacia da Polícia Civil, no bairro Barreiros, houve mais quatro denúncias, informou ela – todas relacionadas a cachorros mortos.

    Conforme Nunes, o movimento pretende pressionar o poder público em busca de providências imediatas. Além do vale-castração já distribuído pela prefeitura, as reivindicações incluem fornecimento de medicamentos, implantação de um canil municipal e a construção de um hospital público veterinário ou, ao menos, a formalização de convênios com clínicas privadas.

    – Se eu pego um cachorro doente, ou trato dele e depois tendo arrumar um lar ou eu mesmo fico com ele – conta o protetor, que mantém em casa 15 cães que recolheu nas ruas.

    Uma das participantes da manifestação, a advogada Carolina Atanazio, contou que estava ali, em pleno feriado, “por elas”: a vira-lata Cuca, que trouxe de Porto Alegre ao se mudar para São José, e a shih-tzu Zezé, achada há dois anos no mesmo bairro onde ocorreu a matança. O arquiteto Harley Rodor, também acompanhado por seus dois pets – o lhasa apso Ted e o mestiço Spike –, mostrava-se indignado:

    – Tem muita gente sem coração por aí.

    Na ocasião, ainda circulou um abaixo-assinado para que o Estado crie uma lei proibindo a produção, transporte, comércio e armazenagem de fogos de artifício e assemelhados.

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