A manutenção de ruas é de longe o motivo que mais fez o blumenauense ligar para a ouvidoria geral da prefeitura no primeiro semestre deste ano. Segundo dados divulgados pelo município, das 10 queixas mais comuns registradas entre 23 de janeiro e 30 de junho, sete dizem respeito à conservação das vias, como patrolamento, roçadas, conserto de buracos e de bocas de lobo.

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No total, das 7.494 solicitações, 5.312 foram solucionadas – um percentual de resolução de 70,9%. Entre as principais reclamações, os pedidos de alvará de construção (91,26%) e avaliação de risco (82,14%) foram os que tiveram mais retorno positivo. Em contrapartida, os menores percentuais de solução estão em manutenção de calçamento (46,74%).

São casos como o da Rua Alberto Pühler, no Progresso. Na chuva de 4 de janeiro, parte da rua veio abaixo em um deslizamento de terra. Desde então, moradores como Irineu Pereira, 64 anos, entram em contato com a prefeitura em busca de uma solução para o problema, que passa por obras de contenção para recuperar a pista. Ele explica que trafega pela via diariamente para visitar a família e que a situação inspira atenção constante dos motoristas.

– Até agora não foi feito nada, e a tendência é piorar. A rua é estreita, tem pouco movimento, mas foi por muita sorte que nenhum carro caiu ali – conta Irineu, lembrando que a irmã entrou em contato com a ouvidoria há duas semanas, mas que até agora não foram feitas obras.

O secretário de Manutenção e Conservação Urbana, Marcelo Schrubbe, explica que neste caso a solução é um enrocamento semelhante ao que é necessário em outros pontos, como a Rua Almirante Tamandaré, mas que a obra está no pacote de R$ 10 milhões apresentado ao governo federal pela Defesa Civil. O projeto foi aprovado, mas não há prazo para vinda dos recursos.

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Aplicativo pode dar mais agilidade às manifestações

Nos demais casos que chegam à ouvidoria, o secretário lembra que o percentual de resolução é alto e que o canal é a principal fonte de demandas para a pasta, à frente de pedidos dos vereadores e de apontamentos da equipe. Mesmo assim, ele conta que a secretaria trabalha em um aplicativo a ser lançado até o fim do ano. Os usuários poderão tirar fotos, reportar problemas que exigem intervenção e receberão mensagens sobre o andamento dos pedidos.

– O aplicativo vai permitir que se informe e execute de forma mais rápida. Além disso, pode ajudar a colocar como prioridade problemas que forem mencionados em mais de uma reclamação – explica.

Entre os pedidos não atendidos, Schrubbe afirma que normalmente ocorrem por exigirem obras mais caras ou por não serem atribuições da secretaria, como roçada de terrenos particulares.

Demandas

Os números na tabela sobre as principais demandas dizem respeito à ouvidoria geral da prefeitura. No entanto, o município dispõe de canais exclusivos para queixas e sugestões voltadas à Secretaria de Saúde, ao Seterb e ao Samae – este último é responsável pelo maior número de atendimentos, com 38,9 mil, mas também tem 100% de resolução, segundo a assessoria do órgão.

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O diretor de Serviços de Ouvidoria e Atendimento ao Público, Roberto Tribess, reforça que o serviço é o meio mais rápido de comunicar algum problema ao município e receber uma solução.

– Como a ouvidoria é um canal de relação direta com a prefeitura, o atendimento se torna muito mais fácil – garante.

Saúde

– 5.736 atendimentos*

Transporte

– 2.570 atendimentos*

Samae

– 38.971 atendimentos

– 100% de resolução

* Não foram informados os índices de resolução dessas ouvidorias

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