Correr 100 quilômetros por dia, durante 10 dias seguidos, e ainda arrecadar R$ 50 mil para o Hospital Infantil Joana de Gusmão. O ultramaratonista Djalma Moura, 62 anos, decidiu não apenas encarar a prova Mil Quilômetros Brasil, no interior do Rio de Janeiro, mas também transformar esse desafio em um gesto de solidariedade.

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A segunda edição dessa prova insana será realizada de 19 a 29 de setembro, em Engenheiro Paulo de Frontin, cidade fluminense de 14 mil habitantes localizada a 85 km do Rio de Janeiro. Na primeira, no ano passado, apenas cinco dos 19 atletas que começaram a disputa conseguiram completá-la.

Funciona assim: os atletas se apresentam às 6h e tem até a meia-noite para percorrer a cota diária de 100 quilômetros. E assim sucessivamente, por 10 dias a fio.

A ideia de Djalma é “vender” cada quilômetro por R$ 50. Os doadores, pessoas físicas ou jurídicas, depositarão essa valor em uma conta bancária gerenciada pela Associação dos Voluntários do Hospital Infantil (Avos).

– Espero arrecadar R$ 50 mil, inteiramente para o Hospital Infantil Joana de Gusmão – afirmou Djalma, em entrevista durante o Estádio CBN Diário da última segunda-feira (13).

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As doações ainda não estão abertas. A ideia de Djalma é recebê-las de 29 de junho a 29 de setembro, último dia da prova. Até lá, segue a intensa rotina de treinamentos em Floripa, em lugares como Beira-Mar Norte, Horto Florestal, Estreito, Jurerê Internacional, Coqueiros e volta ao Morro da Cruz

Completar um desafio desse porte torna-se mais factível diante do currículo de Djalma. No começo deste ano, o atleta completou o World Marathon Challenge, desafio das sete maratonas, disputadas em todos os continentes e, o mais impressionante: em sete dias seguidos, de 31 de janeiro a 6 de fevereiro. Nas poucas horas entre uma prova de 42.195 metros e outra, enfrentou viagens de avião, com direito a exibir passaporte e enfrentar fila de imigração. As corridas aconteceram na Antártida, África, Austrália, Dubai, Espanha, Chile e Estados Unidos.

Não satisfeito, em abril Djalma Moura foi ao ponto mais ao Norte do Planeta para correr uma maratona sobre placas de gelo que flutuavam no Mar Ártico, sob sensação termina de 50 graus negativos.

Antes disso, em novembro de 2017, ele esteve pela primeira vez no extremo oposto, ao disputar a Union Glacier, na Antártida.

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Como ele consegue?

— Até hoje eu me pergunto. Minha esposa às vezes conversa comigo: como teu corpo aguentou tanto esforço assim?

O Hospital Infantil agradece, Djalma.

Ouça a entrevista de Djalma Moura no Estádio CBN Diário:

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