nsc

publicidade

Na TV

Marcelo Calero, ministro da Cultura, critica protesto contra impeachment em Cannes

Declarações foram feitas por Calero em programa do Canal Brasil

06/06/2016 - 10h33 - Atualizada em: 06/06/2016 - 11h26

Compartilhe

Por Redação NSC
(Foto: )

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, criticou os artistas brasileiros que se manifestaram no exterior contra o presidente interino, Michel Temer, e chamaram de golpe o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. As declarações foram feitas no programa Preto no branco, exibido no domingo no Canal Brasil.

Sobre o protesto feito pelo cineasta Kleber Mendonça Filho e os artistas do filme Aquarius, entre eles Sonia Braga, Humberto Carrão e Maeve Jinkings, na última edição do festival de Cannes, ele afirmou:

— Eu acho muito ruim. Como qualquer manifestação, tem que ser respeitada, isso está fora de questionamento. Agora, acho ruim, em nome de um posicionamento político pessoal, causar prejuízos à reputação e à imagem do Brasil.

Leia também

Marcelo Calero promete "continuidade" em Plano Nacional da Cultura

Em Paris, exibição de "Aquarius" é seguida por ato contra Temer

Lançamento de "Aquarius" em Cannes é marcado por protesto contra Temer

Depois, chamou a manifestação de "irresponsabilidade quase infantil".

— Estão comprometendo [a imagem do país] em nome de uma tese política, e isso é ruim. Eu acho até um pouco totalitário, porque você quer pretender que aquela sua visão específica realmente cobre a imagem de um país inteiro. Eu acho que a democracia precisa ser respeitada e acho que é um desrespeito falar em golpe de Estado com aqueles que viveram o golpe realmente, o de 1964. Pessoas morreram. E as pessoas esquecem isso. Então eu acho [o protesto] de uma irresponsabilidade quase infantil.

No programa, Calero, que assumiu a pasta recriada após a revogação da decisão de fundi-la ao Ministério da Educação, também fez críticas à gestão de seu antecessor, Juca Ferreira. Para ele, o período contribuiu para a "demonização" da Lei Rouanet.

— A gente está num processo agora de busca de ajustes. A gente não pode demonizar e satanizar a Lei Rouanet, e eu acho que a gestão anterior contribuiu inclusive para isso — afirmou ele. — A gente não pode pegar um ou outro caso, de um musical que poderia ter conseguido, sem a Lei Rouanet, a sua viabilidade, e dizer que a lei é uma porcaria e jogar tudo na lata do lixo. Hoje, a Lei Rouanet patrocina orquestras Brasil afora, museus importantíssimos. Se não fosse a Rouanet, a Orquestra Sinfônica Brasileira não existiria.

Leia outras notícias em ZH

Deixe seu comentário:

publicidade