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Marun afirma ter receio sobre prisão de Temer após fim do mandato

Ministro da Secretaria de Governo acredita que presidente irá sofrer "grande perseguição" a partir de 1º de janeiro de 2019

15/06/2018 - 06h46 - Atualizada em: 15/06/2018 - 06h50

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Por Redação NSC
(Foto: )

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), afirmou que tem receio sobre a possibilidade de prisão de Michel Temer. Para o aliado, o presidente irá sofrer "grande perseguição" após o fim do mandato, em 1º de janeiro de 2019.

— Hoje em dia, qualquer um pode ser preso, principalmente no império das prisões preventivas. O meu receio é que o devido processo legal não seja observado — disse o ministro ao ser questionado sobre a hipótese de prisão de Temer.

Marun concedeu entrevista ao Blog do Josias, do portal UOL. O ministro tem aparecido como um dos principais nomes da tropa em defesa do presidente.

O emedebista desqualificou as investigações que correm contra Temer. Para Marun, uma terceira denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer será "soterrada" na Câmara.

— Tenho esse receio porque nós temos no Brasil duas categorias profissionais, talvez as únicas, que não têm nenhuma responsabilidade sobre os seus atos: juiz e promotor — afirmou. — A quem interessa, hoje, uma terceira denuncia? A quem interessa paralisar novamente o Congresso, como foi paralisado no segundo semestre do ano passado? — questionou.

Marun ainda se mostrou incomodado com o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT). Ele vem afirmando que o MDB opera como uma quadrilha e que, se eleito, irá "aniquilar" o partido.

— Essas pessoas que falam com muita facilidade em roubo na verdade são ladrões. São pessoas que medem os outros pela régua do seu próprio caráter. Vive do que o Ciro Gomes? — acrescentou o ministro.

Na entrevista, Marun também defendeu uma união dos partidos de centro nas eleições de outubro e criticou as legendas desse campo político que buscam se desvincular do governo Temer.

— Ora, fizemos juntos o impeachment, governamos juntos. Aí, os candidatos dos partidos dizem: "Não, eu não tenho nada a ver com o governo". Isso passa uma imagem de oportunismo, de hipocrisia à sociedade, que se torna um teto para o crescimento eleitoral desses candidatos (de extremos) — completou.

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