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No esporte

Medalhistas dos EUA fazem protestos anti-Trump no pódio do Pan 

Eles se juntam a uma longa lista de atletas dos Estados Unidos que têm se posicionado politicamente, como o quarterback Colin Kaepernick, ex-San Francisco 49ers, ou Megan Rapinoe, atacante da seleção de futebol feminino

11/08/2019 - 21h19

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Por Folhapress
(Foto: )

Após Alejandro Bedoya deixar de lado a comemoração de seu gol para cobrar o Congresso dos Estados Unidos pelo fim da violência armada, o esgrimista Race Imboden e a lançadora de martelo Gwen Berry sacrificaram a celebração do ouro nos Jogos Pan-Americanos para protestar contra o presidente Donald Trump.

Imboden, ouro na esgrima masculina por equipes, se ajoelhou durante a execução do hino nacional dos EUA na última sexta (9). Já Berry, campeã no lançamento de martelo, fechou os olhos e ergueu o punho fechado, no sábado (10).

Após o título o esgrimista disse que "precisamos cobrar por mudanças" em suas redes sociais. "Meu orgulho foi abalado pelos diversos problemas do país que eu carrego com tanto apreço no meu coração", disse, citando racismo, controle de armas, maus tratos a imigrantes e um presidente "que espalha ódio".

"É muito grave para não dizermos nada", declarou Berry ao jornal USA Today. Ela repetiu o icônico gesto dos atletas Tommie Smith e John Carlos, respectivamente ouro e bronze dos 200 m, que homenagearam o movimento dos Panteras Negras com a saudação black power durante a cerimônia de premiação dos Jogos Olímpicos de 1968.

As atitudes causaram atrito com o Comitê Pan-Americano dos Estados Unidos (USOPC).

"Nesse caso, Race não cumpriu com o acordo que fez com o comitê organizador e o comitê dos EUA", disse o porta-voz do USOPC Mark Jones, se referindo ao termo que em que os atletas concordariam em "abrir mão de demonstrações que tenham natureza política".

Jones disse que o comitê respeita os direitos de cada um expressar seu ponto de vista, mas que fica desapontado com sua falta de comprometimento. Ele afirma ainda que a direção do órgão está analisando o ocorrido e "quais consequências podem resultar" deste fato.

Os dois se juntam a uma longa lista de atletas dos Estados Unidos que têm se posicionado politicamente no passado recente, como o quarterback Colin Kaepernick, ex-San Francisco 49ers, ou Megan Rapinoe, atacante da seleção de futebol feminino.

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