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    Crise na saúde

    Médicos do Samu em Santa Catarina fazem assembleia nesta quarta-feira para decidir se entram ou não em greve

    Encontro está marcado para às 20 horas na Associação Catarinense de Medicina (ACM), em Florianópolis

    11/11/2014 - 12h38 - Atualizada em: 11/11/2014 - 15h23

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    Por Redação NSC
    Entre as reivindicações que integram a proposta do acordo coletivo estão o reajuste na hora trabalhada, no vale refeição e alimentação
    Entre as reivindicações que integram a proposta do acordo coletivo estão o reajuste na hora trabalhada, no vale refeição e alimentação
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    O Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (Simesc) espera reunir os mais de 300 profissionais da categoria que prestam serviço ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em assembleia nesta quarta-feira. Na ocasião a classe vai decidir se entra ou não em greve, já que a pauta com reivindicações entregue em agosto à SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), organização social que administra o Samu, não teve nenhum item acatado.

    O encontro está marcado para às 20 horas na Associação Catarinense de Medicina (ACM), em Florianópolis.

    Segundo o vice-presidente do Simesc, César Ferraresi, os médicos querem a equiparação de salários e benefícios com os outros profissionais que trabalham na SPDM. Quanto a possibilidade de deflagração de greve, Ferraresi optou pela ponderação.

    - É uma decisão que não cabe ao sindicato, é a categoria quem decide. Como se trata de um serviço essencial, de urgência e emergência, a categoria vai se posicionar amanhã (quarta-feira) na assembleia. E o sindicato vai analisar se é plausível ou não - disse.

    Entre as reivindicações que integram a proposta do acordo coletivo estão o reajuste na hora trabalhada, no vale refeição e alimentação, pagamento de insalubridade em grau máximo, tendo como base o salário mínimo nacional, e a realização de cursos de treinamento e capacitação tanto para o início das atividades como de forma continuada.

    Conforme Ferraresi, a solicitação de pagamento de insalubridade em grau máximo se deve ao contato dos profissionais nas atividades do dia a dia com produtos de potencial explosivo, como oxigênio, e também ao fato de andarem em aeronaves.

    - Ao invés de solicitar a periculosidade, a que teríamos direito, estamos pedindo o grau máximo de insalubridade - esclarece o vice-presidente.

    Em um comunicado interno em que o sindicato convida os médicos a participar da assembleia, ao qual "AN" teve acesso, também é citado atraso no salário dos médicos.

    - Houve um pequeno atraso, era para ter sido pago na última quinta-feira, mas foi pago hoje (terça-feira) - informou Ferraresi.

    Para que os médicos do interior também possam participar da assembleia, o encontro será transmitido ao vivo pela internet e haverá um celular disponível para os profissionais que desejarem se manifestar ou tirar alguma dúvida.

    Contraponto

    Em Reunião com o Simesc (Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina), a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) propôs a renovação do acordo coletivo atual, por entender que não há tempo hábil para tramitação de um novo termo aditivo ao contrato de gestão neste ano.

    Reivindicações

    - Reajuste na hora trabalhada de R$ 90 para R$110

    - Aumento no vale alimentação de R$ 72 para R$ 80 (a cada 12 horas)

    - Incremento de 20% para 40% no pagamento de insalubridade (com base no salário mínimo nacional)

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