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Litoral 

Menina que morreu após levar facada da mãe em Balneário Camboriú teve órgãos doados

O pai e o avô da adolescente autorizaram a doação de órgãos e tecidos da adolescente que levou a facada no peito 

14/09/2019 - 11h27 - Atualizada em: 15/09/2019 - 17h56

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Redação
Por Redação Santa
Câmeras de segurança flagraram a discussão entre mãe e filha
(Foto: )

A menina de 13 anos, que morreu no hospital após ser agredida pela própria mãe com uma faca, na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, teve os órgãos e tecidos doados. Após a decretação da morte cerebral, na última quinta-feira, dia (12), o pai e o avô da adolescente autorizaram a doação.

Ainda nesta sexta-feira, os rins e os tecidos oculares foram retidos e encaminhados para a doação. O procedimento precisou ser autorizado pela Justiça, já que a mãe não foi encontrada após ter a liberdade provisória concedida e também por conta das circunstâncias da morte, segundo o Ministério Público.

Conforme o hospital em que a menina estava internada, não era viável a doação dos outros órgãos por questões de compatibilidade e tempo de transporte.

Relembre o caso

Segundo a Polícia, mãe e filha teriam vindo do Paraná para Balneário Camboriú e quando chegaram na cidade conheceram um vendedor ambulante. Elas teriam se hospedado na casa desse homem durante um tempo até que se mudaram para Bombinhas, também no Litoral.

A investigação aponta ainda que a menina teria fugido de casa há cerca de dez dias e saído a procura do vendedor ambulante. No dia do crime, a mãe teria descoberto que a garota estaria com o homem em Balneário Camboriú, e seguiu em busca da filha. Os três se envolveram em uma discussão, que resultou na tentativa de homicídio.

A mãe da vítima foi presa pela Guarda Municipal de Balneário Camboriú. A mulher teria relatado aos guardas que tentou esfaquear o homem, mas a filha entrou em sua frente para protegê-lo. Ao delegado, no entanto, afirmou que não tentou acertar nenhum dos dois, e que atingiu a filha por acidente.

A mulher teve a prisão em flagrante confirmada pela Polícia Civil, por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. O vendedor ambulante que estava com a adolescente é alvo de um inquérito por estupro de vulnerável – ele admitiu que vinha mantendo relações com a menina, mas como não houve flagrante ele não foi preso.

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