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    Saúde

    Meningite assusta, mas não há motivo para pânico em Santa Catarina

    Em entrevista ao Notícia na Manhã, médico infectologista Fábio Gaudenzi reforçou cuidados com a prevenção

    02/07/2019 - 10h25 - Atualizada em: 02/07/2019 - 10h35

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    Por Redação CBN Diário
    Mário Motta entrevista entrevista Fábio Gaudenzi, médico infectologista da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina
    Fábio Gaudenzi, médico infectologista da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, reforça atenção a medidas de higiene
    (Foto: )

    Não existe surto ou epidemia de meningite meningocócica em Santa Catarina: houve 20 casos e três mortes no primeiro semestre. A letalidade desse tipo da doença, porém, assusta a população. Em entrevista ao Notícia na Manhã desta terça-feira, o médico infectologista Fábio Gaudenzi, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (SC), garantiu que não há motivo para pânico e reforçou a recomendação de atenção aos cuidados de higiene.

    A prevenção para alguns tipos de meningite, principalmente meningocócica, gripes e resfriados requer evitar aglomerações, manter ambientes arejados, usar álcool gel e higienizar as mãos com frequência. Quem estiver com tosse ou espirros deve usar lenço descartável e, na falta desse, usar o antebraço e não as mãos.

    — Na primavera e no verão, com temperaturas mais altas, costumam aparecer casos de meningite virais. Já na época do frio, aumentam as doenças de transmissão respiratória, entre elas gripes, resfriados e alguns tipos de meningite, como a meningocócica, que tem rápida evolução e pode causar morte.

    Outro tipo de meningite comum com temperaturas mais baixas é a causada pelo pneumococo, que não é transmissível, mas vem junto com quadros respiratórios:

    – Cerca de 90% população tem essa bactéria na garganta ou nariz e, após um resfriado ou uma gripe, pode ter essa complicação, pela diminuição da imunidade.

    Em caso de sintomas como febre, dor de cabeça e rigidez da nuca, é preciso procurar serviço de saúde com urgência. A análise de laboratório detecta em duas horas a presença de bactéria, e o tratamento é com antibióticos, conforme o tipo de meningite.

    Durante a entrevista, Gaudenzi também atualizou a situação da gripe em Santa Catarina. Ele destaca que a estimativa é de que um terço da população tenha gripe no período de frio. Em SC, isso representa um universo de mais de 2 milhões de pessoas. O monitoramento foca nos casos mais graves.

    — Tivemos 168 casos identificados como graves e 18 óbitos, sendo 16 pelo vírus H1N1. É o mesmo patamar de anos anteriores — afirma Gaudenzi.

    A atualização dos dados sobre meningite e gripe em Santa Catarina está disponível no site da Dive. Há também orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.

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