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    Menino morto pela mãe e companheira foi decapitado ainda vivo, aponta laudo

    A mãe esquartejava a criança enquanto sua companheira preparava a churrasqueira para jogar as partes do corpo

    13/06/2019 - 08h37 - Atualizada em: 13/06/2019 - 11h05

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    Foi divulgado nesta terça-feira (11), pela Polícia Civil do Distrito Federal, o laudo pericial do caso do menino Rhuan Maicon da Silva Castro, morto pela mãe com a ajuda da companheira. Rosana Auri da Silva Cândido, mãe de Rhuan, e sua companheira, foram acusadas e admitiram ter matado e esquartejado o menino, jogando as partes do corpo na churrasqueira para tentar queimá-las.

    Segundo o laudo divulgado, houve confirmação de que a criança foi golpeada pela própria mãe com 12 facadas, sendo uma no peito - enquanto dormia - e as demais na posição de joelhos, ao lado da cama. Além disso, os exames também apontaram que a cabeça da criança foi arrancada ainda com os sinais vitais presentes.

    — A mãe esquartejava a criança e a companheira preparava a churrasqueira para queimar as partes do corpo do garoto, logo depois de segurar a criança para a mãe esfaqueá-la — conta o delegado Guilherme Melo.

    As autoras do crime relataram em depoimento de que pretendiam queimar as partes do corpo do menino para que a pele se desprendesse dos ossos. Segundo Melo, um martelo foi comprado para triturar os ossos da vítima.

    O médico-legista Christopher Martins, por meio dos exames cadavéricos realizados, concluiu que a mãe chegou a arrancar toda a pele do rosto da criança para ela não ser identificada.

    — A autora ainda tentou retirar, com a faca, os glóbulos oculares de Rhuan — relata Martins.

    Ainda segundo a investigação, as mulheres teriam desistido de queimar completamente as partes do corpo da criança, para distribuí-la em duas mochilas infantis.

    Para o investigador Carlos André, os crimes teriam sido motivados por um fanatismo religioso exacerbado e ainda um profundo ódio pela criança, pois representava o passado afetivo da mãe e era considerada um “peso” na vida homoafetiva das envolvidas.

    Suspeita de cárcere privado

    Além de Rhuan Maicon, o casal criava ainda uma menina de nove anos, filha de Kacyla. Ela foi encaminhada ao Conselho Tutelar após a prisão da mãe e da companheira dela.

    A Polícia Civil suspeita que as duas crianças vivessem na casa em cárcere privado, já que não frequentavam a escola e raramente eram vistas pelos vizinhos do casal. Segundo a polícia, o garoto que foi morto teve o seu pênis cortado há cerca de um ano pela própria mãe.

    Natural do Acre, Rosana Auri da Silva Cândido fugiu com o filho há cerca de cinco anos após ter perdido a guarda dele para o pai em decisão da Justiça. Neste período, Rosana, Kacyla e as duas crianças moraram em Alagoas e Goiás antes de se mudarem para o Distrito Federal.

    Condenação

    O caso, que aconteceu em 31 de maio deste ano, teve a investigação policial encerrada e o inquérito pede, além da condenação por homicídio qualificado, condenação por tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e lesão corporal gravíssima.

    Presas desde o dia 1º de junho, a soma das penas para cada uma das mulheres pode ser de até 57 anos.

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